Prefeitura de Garanhuns

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19 maio, 2026

"ME FIZ DE MORTA": Estudante que teve as mãos decepadas com foice celebra reimplante após ataque bárbaro no Ceará


QUIXERAMOBIM, CE – Em um relato emocionante de sobrevivência, a estudante Ana Clara Oliveira, de 21 anos, contou como conseguiu escapar da morte após ser alvo de um ataque brutal orquestrado pelo próprio namorado e executado pelo cunhado. 

O crime de tentativa de feminicídio ocorreu no último dia 1º de maio, na cidade de Quixeramobim, interior do Ceará.

Durante a agressão, o cunhado da jovem utilizou uma foice e decepou suas duas mãos. 

Socorrida às pressas, Ana Clara passou por uma cirurgia delicada e altamente complexa para reimplantar os membros. 

Ainda internada, ela celebrou os primeiros avanços da recuperação:

"A felicidade é enorme que eu estou conseguindo mexer os meus dedos. É um sentimento de gratidão."

O ataque e a farsa para sobreviver

Ana Clara relatou que o relacionamento de dois anos com Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos, vinha se tornando cada vez mais abusivo e marcado por crises violentas de ciúmes. 

No dia do crime, após uma discussão na frente de casa, Ronivaldo buscou o irmão, Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos, que invadiu a residência armado com a foice.

Enquanto Ronivaldo gritava do lado de fora incentivando o assassinato, Evangelista desferiu os golpes. 

Para cessar as agressões, a estudante revelou sua tática de sobrevivência: "Eu me fiz de morta. Realmente, me fiz de morta".

Irmãos viram réus na Justiça

Os dois agressores foram presos em flagrante pela Secretaria da Segurança Pública do Ceará e transferidos para uma unidade prisional em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. 

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) aceitou a denúncia do Ministério Público, tornando os irmãos réus pelo crime de tentativa de feminicídio.

Em depoimento, Evangelista confessou os golpes, enquanto o namorado alegou "não se lembrar" de quase nada por ter bebido. 

A polícia também investiga a versão dos réus de que o crime teria sido motivado por supostas transferências bancárias.

Apesar de não ter previsão de alta hospitalar, os médicos estão otimistas e afirmam que, com a fisioterapia, 

Ana Clara poderá recuperar as funções diárias das mãos. Fortalecida, a jovem agora quer usar sua história para transformar vidas: "Eu escondi muitas vezes. Que as mulheres que hoje passam por isso saiam. Eu vou estar aqui para ajudar", desabafou.

VANDALISMO NAS URNAS: Homem que colou teclas de equipamento de votação é condenado a 5 anos de prisão


RECIFE, PE – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) condenou o eleitor Gleyson Nascimento Brandão pelos crimes de dano físico a equipamento público e desobediência eleitoral. 

O crime ocorreu durante o segundo turno das Eleições de 2022, na Escola Maria da Conceição do Rego Barros, no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife.

De acordo com o processo judicial, o homem entrou na cabine de votação escondendo um tubo de cola adesiva e utilizou o produto para prender duas teclas da urna eletrônica. 

Não bastasse o vandalismo, o eleitor ainda afrontou os mesários ao desobedecer a ordem direta de deixar o aparelho celular fora da cabine.

Prova pericial e condenação

A farsa do vândalo foi rapidamente descoberta e confirmada pelas autoridades:

Laudo da PF: Uma perícia realizada pela Polícia Federal comprovou a presença da substância química nas teclas, o que danificou o aparelho e forçou a Justiça Eleitoral a substituir a urna durante a votação.

Ostentação do crime: Testemunhas relataram que o homem chegou a exibir o tubo de cola nas proximidades do colégio eleitoral, vangloriando-se do ataque.

Pelas infrações, Gleyson foi condenado a cinco anos de reclusão em regime inicial semiaberto, além de três meses de detenção e o pagamento de dez dias-multas. Por se tratar de uma decisão recente, o réu ainda tem o direito de recorrer da sentença.

CONTRATADA COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA? Desempregada descobre erro bizarro na carteira de trabalho digital


JABOATÃO DOS GUARARAPES, PE – O que era para ser uma busca rotineira por emprego se transformou em um mistério burocrático e constrangedor para a técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva. 

Ao consultar seus dados na Carteira de Trabalho Digital na Agência do Trabalhador, ela descobriu que consta no sistema como presidente da República há 24 anos e 2 meses.

O cargo fictício está atrelado à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, onde Aldenize trabalhou na realidade como merendeira, em 2002. 

O registro aponta um salário inicial de R$ 201,60 e uma última remuneração de R$ 15,42, valores que ela afirma que nunca recebeu. Desempregada há algum tempo, ela desabafou sobre a situação:

"O rapaz da agência olhou para mim e disse: 'A senhora tá de palhaçada comigo, né? Trabalha há 24 anos pela prefeitura e vem pedir emprego? E com o cargo de presidente!'. Eu explodi. Como isso foi parar ali? Me sinto uma palhaça."

Falha em massa afeta outros trabalhadores

O caso de Aldenize não é isolado. Após a divulgação do ocorrido nesta terça-feira (19), outros trabalhadores pelo país relataram o mesmo problema. 

O professor universitário Eliel Cruz, morador de Brasília, descobriu que seu antigo vínculo com a Escola Nacional de Administração Pública, entre 2007 e 2011, também foi migrado para o sistema digital com o código de "Presidente da República".

De acordo com a Prefeitura de Jaboatão, o erro bizarro aconteceu devido a uma falha de sistema durante a migração de dados do antigo formulário do FGTS (SEFIP) para a plataforma do e-Social.

Como corrigir o erro?

Em Jaboatão dos Guararapes (PE): A gestão municipal orienta os trabalhadores afetados a comparecerem à Unidade de Gestão de Pessoas (UGEP), no Palácio da Batalha (Av. Barreto de Menezes, nº 1648, Prazeres), de segunda a sexta, das 8h às 17h, para solicitar a correção.

Ação Federal: Diante do impacto nacional do erro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que se reunirá em caráter de urgência com o INSS e a Dataprev para solucionar a falha nos vínculos antigos do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

TRAGÉDIA EM IPANEMA: Filha de diplomata morre atropelada em calçada no mesmo dia em que voltou ao Brasil


RIO DE JANEIRO, RJ – Uma jovem de 20 anos, identificada como Mariana Tanaka Abdul Hak, morreu após ser atropelada por uma van na calçada de uma das esquinas mais movimentadas de Ipanema, na Zona Sul do Rio. 

O acidente aconteceu no último sábado (16) na interseção das ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá, e a vítima faleceu no dia seguinte em decorrência dos graves ferimentos.

Mariana era filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A mãe da jovem, Ana Patrícia Neves Abdul Hak, que atua como cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, também foi atingida no impacto, mas recebeu atendimento médico e já recebeu alta hospitalar. 

Um terceiro pedestre também ficou ferido na ocasião.

Motorista tentou desviar de ciclista

Segundo relatos de testemunhas, o motorista da van perdeu o controle da direção ao tentar desviar de um ciclista, subindo na calçada e atingindo as vítimas.

Investigação: O condutor prestou depoimento e foi liberado.

Perícia: O veículo foi apreendido para averiguações técnicas. Os exames de bafômetro e toxicológico realizados no motorista deram resultado negativo.

Sonhos interrompidos

A tragédia ganha contornos ainda mais dolorosos pelo momento em que ocorreu. Mariana havia acabado de retornar ao Brasil após passar cerca de dez anos vivendo no exterior com a família, com passagens pelo Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano, França e Itália. 

Formada em Administração de Empresas, ela havia chegado ao Rio de Janeiro no próprio sábado para iniciar uma nova fase profissional no setor de cosméticos.

Em declaração emocionante, o pai da jovem lamentou a perda precoce: 

"Ela estava em um momento maravilhoso da vida, que foi interrompido violentamente por um atropelamento em Ipanema, justamente no mesmo dia em que chegou ao Rio".

REALIDADE OCULTA: Pernambuco acumula 23 feminicídios no trimestre sob denúncias de falta de transparência


RECIFE, PE – O primeiro trimestre de 2026 terminou com um rastro de dor e sangue para dezenas de famílias pernambucanas. 

Dados oficiais da Secretaria de Defesa Social (SDS) apontam que 23 mulheres foram vítimas de feminicídio nos três primeiros meses do ano. 

No entanto, o atraso na atualização e o apagão de detalhes nos portais de transparência do governo estadual têm gerado fortes críticas de especialistas.

Discrepância e falta de microdados

Para Ana Maria Franca, coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado, a demora e a ausência de dados detalhados (como o bairro onde o crime ocorreu) dificultam o combate à violência. 

Ela aponta que o atraso é uma escolha metodológica que flerta com a falta de clareza:

"É um combinado de metodologia com falta de transparência mesmo por parte do Estado para não divulgar isso em tempo real. 

Quando o Estado divulga seus dados abertamente, ele vai depor contra si. Pernambuco nunca sai dos primeiros lugares nas taxas de violência do Brasil."

Para suprir essa lacuna, a ONG utiliza a metodologia "Geração Cidadã de Dados", cruzando denúncias recebidas via aplicativo com monitoramento de redes sociais e veículos de imprensa para mapear a violência armada em tempo real.

O que diz o Governo

Em nota oficial, a SDS rebateu as críticas e afirmou que o enfrentamento à violência de gênero é uma "prioridade permanente" da gestão. 

O governo destacou que atua na ampliação do atendimento em delegacias, no acolhimento de vítimas e na responsabilização célere dos agressores.

CANAIS DE AJUDA

Se você ou alguém que você conhece está passando por uma situação de violência doméstica, denuncie e busque apoio. 

A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e confidencial.

CRISE POLÍTICA EM PE: Presidente da Alepe acusa governo de usar inteligência da polícia para espionagem política


RECIFE, PE – O clima político esquentou em Pernambuco. 

O presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), Álvaro Porto (MDB), subiu à tribuna nesta segunda-feira (18) para acusar formalmente a Secretaria de Defesa Social (SDS) de violar sua intimidade e bisbilhotar sua vida pessoal por meio de um relatório sigiloso.

O documento, elaborado pelo Centro Integrado de Inteligência da SDS, expôs dados pessoais do parlamentar, incluindo processos judiciais, registros policiais e o mapeamento de cinco armas de fogo de sua propriedade.

Gabinete do Ódio e acusações de perseguição

O relatório veio a público após vazamentos que ligam o nome do deputado ao caso do jornalista Manoel Medeiros, ex-assessor da governadora Raquel Lyra (PSDB) e pivô de denúncias sobre um suposto "gabinete do ódio" no palácio do governo.

Em tom duro, Álvaro Porto cobrou explicações diretas da governadora:

"O secretário devia estar combatendo facções criminosas e cuidando da segurança do povo pernambucano, mas está investigando adversários políticos. Governadora, qual foi a ordem que partiu do seu governo?"

O presidente da Alepe afirmou que acionará a Justiça para garantir as prerrogativas do Poder Legislativo contra o que chamou de "devassa".

SDS alega "procedimento padrão"

Em nota oficial, a Secretaria de Defesa Social negou qualquer motivação política ou espionagem. 

Segundo a pasta, o levantamento de dados foi um procedimento padrão de análise de risco, solicitado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para avaliar se o ex-assessor Manoel Medeiros precisava de escolta policial.

A SDS informou ainda que, após analisar o relatório técnico, a comissão de segurança concluiu que não havia ameaça concreta e indefiriu o pedido de proteção especial ao jornalista.

MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS: Câmara retoma debate polêmico que divide o país


BRASÍLIA, DF – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados reacendeu, nesta terça-feira (18), uma das discussões mais complexas da segurança pública nacional: a redução da maioridade penal. 

A proposta em análise prevê que jovens de 16 e 17 anos respondam criminalmente como adultos quando cometerem crimes hediondos, como homicídios e estupros.

O texto, relatado pelo deputado Coronel Assis, ganhou força após ser desmembrado da PEC da Segurança Pública. Atualmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contabiliza mais de 11,5 mil jovens cumprindo medidas socioeducativas sob as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Os dois lados do balcão

A retomada do projeto polariza opiniões entre parlamentares e especialistas:

Argumentos a favor: Defensores da mudança alegam que a medida é necessária para endurecer o combate à criminalidade violenta e garantir a punição proporcional para jovens envolvidos em crimes graves.

Argumentos contra: Especialistas apontam que o sistema prisional adulto já enfrenta superlotação crônica. 

O magistrado Rafael Souza Cardoso, presidente do Fórum Nacional da Justiça Juvenil, destaca a eficácia do modelo atual, onde a taxa de reincidência entre adolescentes é de 24%, índice significativamente menor do que o registrado no sistema prisional comum.

Barreira jurídica

Além do impacto social, a proposta enfrenta forte resistência técnica. 

Parte dos juristas argumenta que a maioridade penal fixada aos 18 anos é uma cláusula pétrea da Constituição Federal de 1988, o que tornaria a alteração ilegal, mesmo que aprovada por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Enquanto o Congresso Nacional tenta avançar com o texto, o debate segue travado entre o clamor por punições mais rígidas e a defesa de maiores investimentos em educação e inclusão social para a juventude.

18 maio, 2026

CRIME BÁRBARO: Grávida é morta a facadas pelo marido após se recusar a ter relações sexuais em Limoeiro


LIMOEIRO, PE – Um crime de extrema crueldade chocou os moradores do Agreste pernambucano na madrugada deste domingo (17). 

Chayane Vitória Araújo Silva, que estava grávida de três meses e já era mãe de duas meninas, foi brutalmente assassinada a facadas pelo próprio marido dentro da residência do casal.

O suspeito, Carlos Felipe Correia de Lima Costa, de 33 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar e confessou o feminicídio.

Confissão e detalhes do crime

De acordo com o boletim de ocorrência, a tragédia veio à tona após o criminoso procurar a própria mãe, desesperado, afirmando que havia "cometido uma tragédia". 

A Polícia Civil foi acionada e iniciou as buscas com o apoio dos militares, que localizaram o homem na região.

Na delegacia, Carlos Felipe detalhou a motivação fútil e violenta do crime:

Ele afirmou ter atacado a esposa após ela se recusar a manter relações sexuais com ele.

O suspeito alegou ainda que a vítima teria dito que o bebê que esperava não era dele, desencadeando a agressão fatal.

O corpo de Chayane foi encaminhado para perícia no Instituto de Medicina Legal (IML). 

O assassino confesso permanece preso e à disposição da Justiça. 

O caso, que reforça o alerta sobre o avanço dos índices de violência doméstica no estado, seguirá sob investigação profunda da Polícia Civil.