A defesa de Marcelo da Silva, réu confesso pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, pediu formalmente à Justiça de Pernambuco o desaforamento do julgamento.
A intenção dos advogados é transferir o júri popular, inicialmente previsto para ocorrer em Petrolina — onde o crime foi cometido —, para a cidade do Recife.
Segundo o advogado Rafael Nunes, a forte comoção na cidade e a trajetória política da mãe da criança, Lucinha Mota, poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados.
A defesa argumenta ainda que há riscos reais à integridade física do réu e dos próprios advogados caso o julgamento seja mantido no Sertão.
O pedido aguarda análise do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Relembre o crime que chocara o país
Beatriz Mota foi morta com 42 facadas em dezembro de 2015, durante a festa de formatura de sua irmã em uma escola particular em Petrolina.
Identificação: Marcelo foi apontado como autor em 2022 após análise do perfil genético de vestígios de DNA extraídos da faca usada no crime.
Confissão e Recuo: Na época, o acusado — que já cumpria pena por outros crimes — confessou o homicídio, alegando ter sido surpreendido pela menina durante uma tentativa de furto.
Mais tarde, passou a negar a autoria e questionou a validade das provas.
Júri Mantido: Em 2023, a Justiça decidiu submeter o réu ao Tribunal do Júri. Todos os recursos tentados pela defesa nos tribunais superiores para tentar impedir a realização do julgamento foram negados.