Os Correios registraram um prejuízo acumulado de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma alta de 30,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Diante do agravamento das finanças, o governo federal incluiu uma garantia de aporte de R$ 6 bilhões na proposta orçamentária de 2027 para tentar estabilizar a empresa.
Apesar do rombo recorde previsto para o ano, a estatal e o governo destacam uma leve melhora no segundo trimestre, quando o prejuízo caiu 5,5% em relação ao ano anterior.
A mudança é atribuída às primeiras ações do plano de reestruturação iniciado no fim de 2025:
O Plano de Desligamento Voluntário (PDV) já desligou mais de 6,5 mil funcionários, reduzindo a despesa com pessoal em 4%.
Reorganização de Dívidas: Quitação de empréstimos mais caros e alongamento dos prazos de pagamento de 18 para 180 meses.
Fechamento de Unidades: Novo PDV aberto focado no encerramento de mil postos entre agências e centros de distribuição.
Especialistas e analistas de finanças alertam que o problema estrutural da empresa permanece grave devido à baixa margem de lucro e à forte concorrência no mercado de encomendas.
O presidente Lula já reforçou que descarta a privatização da estatal, enquanto ministérios afirmam que os aportes visam garantir a estabilidade operacional até a recuperação dos resultados.