Dr Paulo Mendonça e Endogastro sua saúde em primeiro lugar
Considerado um dos métodos mais eficientes para investigação do trato digestivo, os exames endoscópicos têm a vantagem de “visualizar o paciente por dentro”, sem para isso recorrer a um procedimento cirúrgico. Esse exame é realizado por meio de um fino tubo flexível, através do qual o médico examina o interior do órgão para verificar se há alguma alteração e remover, quando encontradas, lesões pequenas e superficiais.
A Endoscopia Digestiva Alta é o exame que visualiza o esôfago (estrutura que liga a boca ao estômago), estômago e duodeno (primeira porção do intestino delgado). Pacientes com dor, queimação no estômago e com distúrbios dispépticos são encaminhados para o exame, assim como pacientes com hemorragia e anemia. O exame é também solicitado para retirada de corpo estranho, dilatações, passagem de sondas e acompanhamento pós-cirúrgico. Mais recentemente, através da endoscopia também pode ser colocado o balão intragástrico para perda de peso.
Esse exame é realizado em crianças e adultos, por via oral e tem como preparo apenas jejum de 8 horas. O procedimento é realizado sob leve sedação, não causa incômodo e o paciente é liberado em aproximadamente uma hora após o término do exame.
A Colonoscopia é o exame que visualiza a parte final do intestino delgado (íleo terminal), todo o interior do intestino grosso (cólon) e o reto. É solicitado para examinar a maioria das doenças inflamatórias intestinais, divertículos, pólipos, além de esclarecer anemias, sangue oculto nas fezes, obstipações ou diarreias frequentes. “Além de ser diagnóstico, esse exame é também terapêutico, porque quando se encontra um pólipo, pode-se retirá-lo”, salienta o Dr Paulo Mendonça.
Vale esclarecer que os pólipos são lesões encontradas no interior do intestino, que surgem em qualquer idade. Detectar precocemente a sua existência e realizar a imediata remoção é o caminho correto para evitar o câncer de intestino. Pacientes com história familiar de câncer do intestino, sobretudo familiares de 1º grau, devem ser submetidos ao exame precocemente. Devem realizá-lo também, pacientes que sofrem de obstipação ou diarreia frequentes, que apresentam sangramento via anal e dores abdominais constantes.
A colonoscopia é realizada por via anal e tem como preparo, no dia anterior ao exame, restrição alimentar e uso de laxantes. Após a realização do exame, o paciente recebe dieta leve, sendo liberado, em geral, após uma hora e meia. Pacientes acima dos 60 anos fazem o preparo no próprio hospital.
O Dr. Paulo Mendonça lembra que para cada tipo de exame utiliza aparelhos endoscópicos distintos, rigorosamente limpos e desinfectados, e avisa: “Apesar do medo inicial que qualquer um desses exames pode provocar, eles têm a vantagem de detectar lesões na fase inicial. E depois que terminamos o exame, a maioria dos pacientes descobre que o medo era infundado”.


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