Popularmente conhecido como TDAH, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é definido como um distúrbio do neurodesenvolvimento, que tem início na infância e pode se estender até a fase adulta.
Desatenção e impulsividade são as principais características desse transtorno, que prejudica cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).
O TDAH é causado por alterações nos neurotransmissores dopamina e noradrenalina e pela predisposição genética.
“Os principais sinais clínicos persistentes observados no TDAH são os de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade.
Em relação à desatenção, pode-se observar queixas como dificuldades em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas, não consegue terminar tarefas escolares ou deveres no local de trabalho, além de apresentar dificuldade de organizar tarefas e atividades”.
Já no caso da hiperatividade ou impulsividade, ocorrem os seguintes sinais: dificuldades de permanecer sentado, problemas para esperar sua vez de falar e atitudes inconsequentes.
O diagnóstico do transtorno é clínico, ou seja, não depende da realização de exames complementares, porém, em algumas situações, é necessário obter resultados de testes neuropsicológicos para confirmar a hipótese de TDAH, principalmente quando os sinais são identificados na fase adulta.
O papel dos pais
Quando os pais identificam nos filhos alguns dos sinais envolvidos no TDAH, eles devem primeiramente levar a criança para uma avaliação com um neurologista infantil ou psiquiatra infantil para que ocorra uma confirmação diagnóstica.
“Os pais precisam ser orientados a lidar com as dificuldades do seu filho, seja no aprendizado ou em um mau comportamento.
Eles devem ensinar os comportamentos que são desejáveis e, principalmente, realizar o tratamento indicado pelo especialista”.
Tratamento para crianças e adultos
Geralmente, o tratamento para crianças e adultos com o transtorno consiste em terapia comportamental ou uso de medicamentos.
Em alguns casos, recomenda-se a combinação desses dois.
É válido ressaltar a importância de ter o acompanhamento de um especialista em todo esse processo, para que o tratamento seja eficaz e o paciente consiga desenvolver com qualidade suas habilidades sociais, emocionais e profissionais.


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