A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) viveu mais um dia de esvaziamento nesta quarta-feira (8).
Pela segunda semana consecutiva, a votação da redação final sobre a margem de remanejamento da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 foi adiada por falta de parlamentares.
Apenas seis dos 49 deputados compareceram ao plenário, número insuficiente para atingir o quórum mínimo de abertura (nove presentes).
Diante do cenário, o presidente da Casa, Álvaro Porto (MDB), encerrou os trabalhos após 20 minutos de espera, conforme prevê o Regimento Interno.
O Nó do Orçamento
O governo de Raquel Lyra enfrenta uma queda de braço com o Legislativo:
O que o Governo quer: Autorização para remanejar até 20% dos recursos de forma automática.
O que foi aprovado na Comissão: Um teto de apenas 10%.
Situação atual: Como os deputados mantiveram o veto da governadora ao índice de 10%, mas a votação dos 20% foi anulada por erros de rito, o Estado segue sem qualquer margem de remanejamento.
Bastidores e Próximos Passos
A ausência de parlamentares da base governista é vista como uma estratégia política.
Com o fechamento da janela partidária, articula-se uma reconfiguração das Comissões da Alepe, o que pode facilitar a aprovação do índice de 20% defendido pelo Palácio do Campo das Princesas.
A matéria deve retornar à pauta na próxima segunda-feira (13). Enquanto o impasse persiste, a gestão estadual fica com as mãos atadas para movimentar recursos entre secretarias sem autorização prévia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário