O policial militar Leonardo Vieira Gomes foi oficialmente expulso da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).
A demissão foi publicada no Diário Oficial do Estado após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que comprovou o envolvimento do agora ex-militar na morte da comerciante e estudante de gastronomia Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos.
Os dois mantinham um relacionamento amoroso.
O crime ocorreu em abril de 2025, na residência da madrinha da vítima, localizada em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
Fraude processual e cena do crime alterada
A decisão da Secretaria de Defesa Social (SDS) pela expulsão foi motivada não apenas pela gravidade do homicídio, mas também pela conduta do acusado logo após o crime. Segundo as investigações:
Manipulação de provas: Ficaram comprovadas evidências de que o ex-PM alterou a cena do crime antes de fugir do local.
Gravidade: A portaria de expulsão destacou que a tentativa de adulteração configura fraude processual e representa uma grave violação dos deveres éticos da função policial.
Réu responde em liberdade
Na época do crime, Leonardo chegou a ser preso em flagrante, mas obteve o direito de responder ao processo em liberdade provisória logo após a audiência de custódia.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e o Ministério Público entenderam, naquele momento, que ele não apresentava risco de fuga por ser militar da ativa, ter residência fixa e não possuir antecedentes criminais.
Com o avanço do caso e o oferecimento da denúncia formal, um novo pedido de prisão foi apresentado pela Promotoria. Leonardo Vieira Gomes agora responde judicialmente por feminicídio e fraude processual.
O julgamento do caso ainda não tem data marcada.
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