A estudante também conta que recebe mensagens de apoio a todo momento. Foto: Instagram/Reprodução
“Eu posso, eu consigo, eu acredito em mim”. Com um sorriso no rosto e sempre usando palavras positivas, a estudante Débora Esthefany Dantas de Oliveira, vítima de um acidente de kart em uma pista instalada em um supermercado em Boa Viagem, no Recife, resume assim o primeiro mês de um tratamento que deve se estender por anos.
Além de ter o couro cabeludo arrancado quando os longos cabelos dela se enroscaram no motor do equipamento, a garota também perdeu toda a pele da testa e parte das pálpebras superiores.
Internada desde o dia 11 de agosto, ela teve alta da UTI do Hospital Especializado, em Ribeirão Preto (SP) — para onde foi transferida depois de passar por duas cirurgias no Hospital da Restauração — no dia 3 de setembro e segue surpreendendo quem acompanha a recuperação dela.
Em um vídeo no qual aparece ao lado do namorado, o empresário Eduardo Tumajan, Débora falou sobre o processo de recuperação. “O tratamento tem corrido de uma maneira maravilhosa.
O hospital e as pessoas que trabalham aqui se preocupam com a saúde da gente”, afirma. A estudante também conta que recebe mensagens de apoio a todo momento.
“Estamos muito felizes de saber que existem tantas pessoas boas. Uma das coisas que mais tem me motivado é quando as pessoas vêm e oferecem ajuda, sem pedir nada em troca. Gente do mundo todo, dos Estados Unidos, da Suíça, da Alemanha, que fala conosco.
Eu fico muito feliz”, agradece a pernambucana. “Estou muito bem, até sinto a minha cabeça coçar de vez em quando”, brinca.
A determinação de Débora impressiona.”Quando você acredita em você, você diz ‘eu posso, eu consigo’. Foi o que pensei no momento em que aconteceu o acidente: ‘Preciso agora me acalmar e conseguir sair dessa’. Foi isso que fiz o tempo todo: acreditei em mim”, finaliza.
Tratamento ainda deve se estender
Internada inicialmente no Hospital da Restauração (HR), onde passou por uma tentativa de reimplante do couro cabeludo que não deu certo, Débora foi transferida uma semana depois para uma unidade especializada em microcirurgias vasculares em Ribeirão Preto. Lá, Débora foi submetida a um enxerto de pele retirado das costas e das coxas dela, num procedimento que durou nove horas.
Apesar do sucesso do procedimento, feito com o objetivo de fechar o extenso ferimento na cabeça, ela não terá mais cabelos.
Ao longo do tempo, Débora deve precisar se submeter a uma série de terapias e cirurgias para minimizar as cicatrizes e melhorar o aspecto estético da área enxertada. O tratamento completo, de acordo com os médicos, deve durar cerca de dois anos.
POR HENRIQUE SOUZA

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