sexta-feira, 4 de abril de 2025

SUA SAÚDE COM DOUTOR ELENILSON LIBERATO - O QUE É LIPEDEMA

 
Lipedema é o acúmulo excessivo de gordura nas pernas, quadril e tornozelos, causando sintomas como dificuldade para caminhar, sensação de peso nas pernas, inchaço no local ou dor ao toque, além de uma desproporção simétrica no corpo.

O lipedema é mais comum em mulheres e, embora a causa exata ainda não seja completamente conhecida, acredita-se que pode estar relacionada com alterações genéticas, metabólicas, hormonais ou inflamatórias.

O tratamento do lipedema é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular que pode indicar drenagem manual ou terapia compressiva para reduzir o inchaço e o desconforto, fisioterapia, ou até lipoaspiração nos casos mais graves.

Sintomas de lipedema

Os principais sintomas do lipedema são:

Acúmulo de gordura nas duas pernas, glúteos, quadril e tornozelos;
Inchaço dos membros afetados e dor no local ao tocar ou caminhar;
Dificuldade para caminhar devido à gordura acumulada;
Presença de nódulos, que são identificados ao apalpar a região;
Dor nas articulações;
Perda de elasticidade da pele;
Sensação de pernas pesadas;
Pequenos 'vasinhos' vermelhos ou roxos sob a pele;
Bolsas ou caroços de gordura acima ou abaixo do joelho.

Além disso, quando não tratado adequadamente, o acúmulo de células de gordura causado pelo lipedema pode bloquear os vasos linfáticos, que são responsáveis por drenar o líquido dos tecidos para os vasos sanguíneos.

Isto pode levar a um acúmulo de líquido nas pernas, conhecido como linfedema, que pode aumentar o risco de infecções e diminuir o tempo de cicatrização de feridas.

Estágios do lipedema

O lipedema pode ser classificado em estágios de acordo com os sintomas, incluindo:

Estágio do lipedema Características

Estágio I A superfície da pele é normal e o inchaço aumenta durante o dia, mas melhora com o repouso.
Estágio II A superfície da pele é irregular, podendo ser observada a presença de sulcos, como a celulite.
Estágio III O acúmulo de gordura é maior, sendo possível identificar deformidades, além de que a superfície da pele é mais áspera e endurecida.
Estágio IV Além do acúmulo de gordura, é verificado o acúmulo de líquidos na região, o que dá origem ao linfedema.

O lipedema é uma condição crônica e progressiva, ou seja, evolui com o tempo, iniciando pelo estágio I, e quando não tratada pode alcançar o estágio IV.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do lipedema é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico.

Se deseja confirmar o risco de lipedema, marque uma consulta com o médico mais perto da sua região:

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Para confirmar o diagnóstico o médico pode solicitar exames de imagem, como ultrassom, ressonância magnética, tomografia computadorizada, linfocintilografia, absorciometria de raio X de dupla energia e espectroscopia de bioimpedância.

Outros exames que o médico pode solicitar para identificar a causa do lipedema são testes de função hepática e renal, exames de tireoide, perfil lipídico e resistência à insulina, por exemplo.

Possíveis causas

A causa exata do lipedema não é totalmente esclarecida, mas acredita-se que seja causada por fatores genéticos, uma vez que é comum de surgir em várias pessoas da mesma família.

Além disso, alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do lipedema, como alterações hormonais na puberdade, gravidez ou menopausa.

Como é feito o tratamento

Os principais tratamentos para lipedema são:

1. Exercícios físicos

Os exercícios físicos para lipedema ajudam a reduzir a inflamação, melhorar a drenagem linfática e reduzir a fibrose.

Assim, os exercícios físicos feitos regularmente e com orientação médica ajudam a aliviar os sintomas, como dor, desconforto e sensação de peso nas pernas, além de melhorar a mobilidade.

Alguns exercícios que podem ser indicados para lipedema são natação, hidroginástica, caminhada, bicicleta, dança, alongamentos, ioga ou pilates, por exemplo.

2. Drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual pode ser indicada pelo médico para ajudar o corpo a eliminar o excesso de líquidos e toxinas, melhorando a drenagem de líquidos no corpo.

Além disso, esse tipo de tratamento para lipedema reduz a inflamação, o inchaço e a fibrose, ajuda a controlar a dor e o desconforto, reduz a fibrose, aliviando os sintomas.

A drenagem linfática manual deve ser feita pelo fisioterapeuta ou um profissional especializado nesse tipo de tratamento.

3. Terapia compressiva

A terapia compressiva para lipedema pode ser feita com o uso de meias de compressão ou roupas compressivas, como leggings, bermudas ou mangas de compressão, por exemplo.

O tratamento com terapia de compressão permite uma melhor drenagem linfática, reduzindo o inchaço das pernas ou braços.

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4. Fisioterapia

A fisioterapia para lipedema pode ser indicada pelo médico e feita pelo fisioterapeuta com exercícios que ajudam a melhorar a circulação sanguínea, a drenagem de líquidos, proporcionando o alívio dos sintomas.

Além de exercícios, o fisioterapeuta pode realizar a drenagem linfática manual ou usar aparelhos como compressão pneumática ou endermoterapia, por exemplo.

5. Dieta

A dieta para lipedema deve ser feita com orientação do nutricionista, junto com os outros tratamentos, para reduzir a inflamação do corpo, assim como levar a uma perda de peso.

Algumas dietas que parecem ter melhores resultados para o lipedema são a dieta anti-inflamatória, a dieta cetogênica e a dieta low carb, geralmente indicada quando a dieta cetogênica não apresenta bons resultados.

6. Uso de remédios

O uso de remédios agonistas do GLP-1, como a semaglutida (Wegovy e Ozempic), liraglutida (Saxenda) ou tirzepatida (Monjauro) podem ser indicados pelo médico para controlar a diabetes e/ou perda de peso.

Esses remédios não são oficialmente indicados para o lipedema, mas podem ser usados em pessoas que sofrem de obesidade ou que tenham com diabetes tipo 2.

O uso de remédios agonistas do GPL-1 só deve ser feito com indicação do endocrinologista, podendo ajudar a reduzir a quantidade de células de gordura e fibroses, e a aliviar os sintomas do lipedema.

7. Cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica pode ser indicada pelo médico quando a pessoa apresenta comorbidades, como pré-diabetes, diabetes ou aumento do risco de doenças cardiovasculares.

No entanto, essa cirurgia não acaba com o lipedema, pois o tipo de gordura do lipedema é mais resistente, podendo até ficar mais visível após a perda de peso.

Por esse motivo, a cirurgia bariátrica só é indica em alguns casos e após a cirurgia é recomendado continuar a fazer exercícios físicos, a drenagem linfática, a terapia compressiva e a dieta balanceada.

8. Lipoaspiração

A lipoaspiração para lipedema pode ser indicada pelo médico quando os outros tratamentos não-cirúrgicos não foram eficazes para aliviar os sintomas.

Esse tipo de tratamento é feito retirando o excesso de gordura, poupando os vasos linfáticos, aliviando os sintomas e melhorando a qualidade de vida.

Lipedema tem cura?

O lipedema não tem cura, mas é possível controlar sua evolução com o tratamento recomendado pelo médico, pois ajuda a reduzir os sintomas e a melhorar a qualidade de vida.

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