CALÇADO, JUCATI E JUPI (PE) – Em uma resposta rápida à crise climática que castiga o Agreste pernambucano, a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil do Estado realizou, nesta sexta-feira (27), uma operação de inspeção técnica nas áreas mais severamente castigadas pelas tempestades. Através de sobrevoos e vistorias terrestres, o governo estadual iniciou o mapeamento de danos e o suporte direto às prefeituras de Calçado, Jucati e Jupi.
Infraestrutura Colapsada e Famílias Desabrigadas
O cenário encontrado pelas equipes revela o poder de destruição das chuvas. Em Calçado, a queda da ponte que conecta à rodovia PE-158 isolou trechos e deixou oito famílias fora de suas casas. Situação semelhante ocorre em Jucati, onde a ponte da PE-182 cedeu, comprometendo o tráfego e a logística local, com um saldo de 15 famílias desalojadas.
Já em Jupi, a prioridade é o acolhimento humano. Com 19 pessoas atingidas (entre desalojados e desabrigados), o município já ativou abrigos temporários para garantir a segurança dos moradores que perderam ou precisaram deixar seus imóveis.
Apoio Técnico e Recursos Financeiros
Segundo o coronel Clóvis Ramalho, secretário executivo da Defesa Civil estadual, o foco agora é a burocracia humanitária: orientar as gestões municipais no preenchimento do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID). Este passo é crucial para a decretação oficial de Situação de Emergência, o que permite a liberação imediata de verbas estaduais e federais para reconstrução.
"Estamos em campo não apenas para avaliar o prejuízo, mas para garantir que o auxílio chegue o mais rápido possível através da instrução técnica correta dos processos", afirmou o coronel durante reunião com gestores em Jupi.
A Defesa Civil permanece em regime de monitoramento constante, uma vez que o solo saturado nas regiões atingidas mantém alto o risco de novos incidentes.
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