O Tribunal do Júri de Recife proferiu, nesta quinta-feira (26), uma sentença histórica. O psicólogo João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, de 35 anos, foi condenado a 71 anos de prisão pelo assassinato da administradora Renata Alves Costa.
O crime, ocorrido em agosto de 2022, chocou o estado pela brutalidade e pelo histórico de abusos revelado durante o processo.
O JULGAMENTO E A PENA
Após dois dias de debates no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, o conselho de sentença acatou as teses da acusação. A pena elevada reflete o somatório de diversos crimes:
Feminicídio qualificado (tiro na testa da vítima em seu próprio apartamento);
Sequestro e cárcere privado;
Estupro e lesões corporais (cometidos anteriormente ao assassinato).
A assistente de acusação, Carol Amorim, destacou que o perfil manipulador e o histórico de violência do réu contra outras três mulheres foram fundamentais para a decisão dos jurados.
A ESTRATÉGIA DA DEFESA
A advogada de João Raimundo, Ana Paula Arruda, afirmou que já interpôs recurso de apelação. Segundo a defesa, o objetivo agora é minorar a pena nos tribunais superiores (STJ e STF). "Não há vencedores. A mãe da vítima perdeu a filha e o réu perdeu sua liberdade e carreira", declarou a advogada, reforçando que o réu recebeu a sentença de forma contida.
RELEMBRE O CASO
Renata foi morta em 6 de agosto de 2022, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. João Raimundo foi preso três dias após o crime no aeroporto de Natal (RN), enquanto tentava fugir. As investigações revelaram uma relação marcada por dominação e violência doméstica.
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