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11 março, 2026

CÂMARA APROVA USO IMEDIATO DE TORNOZELEIRA PARA AGRESSORES DE MULHERES EM CASOS DE RISCO


A Câmara dos Deputados deu um passo decisivo no fortalecimento da Lei Maria da Penha nesta terça-feira (10). Foi aprovado o Projeto de Lei 2942/24, que autoriza a imposição imediata de tornozeleira eletrônica a agressores quando for verificado risco atual ou iminente à vida e à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes.

A proposta, de autoria dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), segue agora para análise do Senado Federal.

Decisão Rápida em Cidades sem Juiz

Um dos pontos centrais do texto, relatado pela deputada Delegada Ione (Avante-MG), é a descentralização da medida. Em localidades que não são sede de comarca — ou seja, onde não há um juiz residente —, o próprio delegado de polícia poderá determinar a instalação do equipamento.

Até então, o afastamento imediato do lar era a única medida protetiva que a autoridade policial podia adotar nessas regiões. Com a nova regra, o delegado terá 24 horas para comunicar a decisão ao Ministério Público e ao Judiciário, que decidirá pela manutenção ou revogação da medida.
Prioridade e Monitoramento da Vítima

O projeto estabelece que o monitoramento eletrônico será prioridade em duas situações específicas:

Quando houver descumprimento de medidas protetivas anteriores.

Quando houver risco iminente à integridade da vítima.

Além da tornozeleira no agressor, o projeto prevê que a mulher receba um dispositivo de segurança (como um "botão do pânico" ou aplicativo) que emita alertas caso o agressor ultrapasse o limite de distância permitido.

Justificativa para Retirada

Para garantir a segurança contínua, o substitutivo aprovado determina que, caso um juiz decida interromper o uso da tornozeleira, ele deverá fundamentar expressamente os motivos da decisão, detalhando por que considera que o risco à vítima cessou.

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