Prefeitura de Garanhuns

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19 março, 2026

MINUTO SAÚDE COM DOUTOR PAULO MENDONÇA - H. PYLORI: A BACTÉRIA QUE DESAFIA O ESTÔMAGO E AFETA MILHÕES


A Helicobacter pylori, popularmente conhecida como H. pylori, é uma das bactérias mais comuns e intrigantes que habitam o corpo humano. Estima-se que cerca de 50% da população mundial carregue esse microrganismo no estômago, muitas vezes sem apresentar qualquer sintoma por décadas.

Diferente de outras bactérias, a H. pylori possui uma estratégia de sobrevivência única: ela produz uma enzima chamada urease, que neutraliza a acidez do suco gástrico ao seu redor, criando uma "bolha" de proteção que permite sua fixação na mucosa estomacal.

Sintomas: Quando Suspeitar?

Embora muitos casos sejam assintomáticos, quando a bactéria começa a agredir as paredes do estômago, o corpo emite sinais de alerta:

Dor e Queimação: Sensação de "fogo" no estômago, especialmente quando ele está vazio.

Má Digestão: Sensação de estufamento ou "empachamento" logo após as refeições.

Alterações no Apetite: Perda de vontade de comer e, consequentemente, perda de peso sem explicação.

Náuseas e Arrotos: Desconfortos frequentes acompanhados de inchaço abdominal.

Riscos e Complicações

A presença prolongada da H. pylori sem tratamento pode evoluir para quadros mais graves. Ela é a principal causa de:

Gastrite Crônica: Inflamação persistente da mucosa.

Úlceras Pépticas: Feridas no estômago ou no duodeno que podem causar sangramentos.

Câncer Gástrico: A infecção crônica é considerada um fator de risco significativo para o desenvolvimento de tumores no estômago.

Diagnóstico e Tratamento

A boa notícia é que a H. pylori tem cura. O diagnóstico costuma ser feito por meio de:

Endoscopia com Biópsia: O método mais preciso.

Teste Respiratório: Exame não invasivo que detecta a urease.

Exames de Sangue ou Fezes: Para identificar anticorpos ou antígenos.

O tratamento padrão envolve a "terapia de erradicação", que combina antibióticos potentes com protetores gástricos (inibidores de bomba de prótons) por um período de 7 a 14 dias.

Dica de Prevenção: A transmissão ocorre principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados e pela falta de higiene. Lavar bem as mãos e os alimentos é a primeira linha de defesa contra essa invasora silenciosa.

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