O caso do menino Benício Xavier, de 6 anos, ganhou desdobramentos estarrecedores que apontam para uma conduta de indiferença extrema e possível homicídio com dolo eventual. A criança faleceu após receber uma dose de adrenalina pura na veia — procedimento considerado inadequado para o quadro de laringite que apresentava.
Segundo o inquérito policial, enquanto o estado de Benício se tornava crítico após a medicação, a médica responsável mantinha conversas pessoais no celular.
As mensagens revelam que a profissional estava negociando a venda de produtos de beleza e enviando dados de pagamento no exato momento da emergência.
Manipulação de Provas e Fraude
A investigação aponta ainda que a médica teria articulado a criação de um vídeo adulterado para culpar o sistema eletrônico do hospital pelo erro na dosagem. Perícias técnicas confirmaram que o material foi editado antes de ser entregue à polícia.
Medidas Judiciais
Diante da gravidade dos fatos, a Justiça determinou:
Afastamento imediato da médica e da técnica de enfermagem.
Proibição de exercer a profissão na área da saúde por 12 meses.
Investigação de dolo eventual, quando se assume o risco de matar.
A técnica de enfermagem alega que apenas seguiu a prescrição, enquanto a defesa da médica nega irregularidades e sustenta que o vídeo é legítimo. Mais de 20 pessoas já foram ouvidas e o inquérito também apura falhas na estrutura da unidade de saúde.
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