RIO DE JANEIRO – Em uma ação contundente para combater a corrupção interna, a Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (9), o delegado Fabrizio Romano. A prisão faz parte da "Operação Anomalia", autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e investiga um esquema de propinas para favorecer criminosos de alta periculosidade.
Propina e Conexões Políticas
Segundo as investigações, Fabrizio Romano recebia valores em dinheiro para beneficiar traficantes. O esquema envolvia o advogado e ex-secretário estadual Alessandro Carracena, que teria oferecido R$ 150 mil ao delegado para que ele interferisse no processo de refúgio do traficante internacional Gerel Palm, procurado pela Interpol, visando mantê-lo no Brasil.
Vínculos com o Comando Vermelho
A investigação aponta que o delegado mantinha relações com cúpulas do crime organizado, incluindo Gabriel Dias de Oliveira (Índio do Lixão), uma das lideranças do Comando Vermelho.
O desdobramento dessa rede já levou à prisão nomes conhecidos da política fluminense, como o ex-deputado TH Joias e o presidente licenciado da Alerj, Rodrigo Bacellar.
Provas Cruciais
O caminho para a prisão do delegado foi aberto após a apreensão do celular de Carracena, onde a PF encontrou mensagens explícitas sobre a venda de decisões e favorecimentos ilícitos. Além do delegado e do advogado, a advogada Patrícia Falcão também foi detida nesta segunda-feira.
O caso reforça a gravidade da infiltração do crime organizado nas instituições públicas e na política do Rio de Janeiro.
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