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10 março, 2026

SENADO REÚNE ASSINATURAS PARA CPI CONTRA MINISTROS DO STF APÓS PRISÃO DE BANQUEIRO


BRASÍLIA – O cenário político em Brasília subiu de temperatura nesta segunda-feira (9). O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que já dispõe das assinaturas necessárias para protocolar o requerimento de instalação da CPI da Toga/Master. A comissão visa investigar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, após revelações de supostas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O Pivô da Crise

A movimentação ganhou força após a segunda prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida na última quarta-feira (4), sob acusações de obstrução de Justiça e coação de testemunhas. Investigações da Polícia Federal (PF) levantaram suspeitas sobre as relações dos magistrados com o empresário:

Alexandre de Moraes: A PF identificou um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O escritório nega irregularidades, afirmando que os serviços prestados restringem-se às áreas financeira, contábil e de compliance, sem atuação no STF.

Dias Toffoli: A investigação mira uma suposta ligação entre o ministro e uma empresa de seus irmãos que possuía cotas de um resort no Paraná. O empreendimento teria recebido recursos de um fundo gerido por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso recentemente.

Apoio Parlamentar e Resistência

Até o momento, 29 senadores assinaram o documento, incluindo nomes de peso da oposição como Sergio Moro (União Brasil), Flávio Bolsonaro (PL) e Magno Malta (PL). O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) é o único parlamentar da base governista a apoiar a iniciativa até agora.

"A lei precisa valer para todos. Vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições", declarou Alessandro Vieira.

Apesar do número suficiente de assinaturas, a instalação da CPI enfrenta um obstáculo político: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que detém o poder de decisão sobre o protocolo e tem demonstrado forte resistência em abrir investigações contra membros da Suprema Corte.

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