PAULISTA – Diálogos estarrecedores via aplicativo de mensagens expõem a frieza de Antônio Carlos Nascimento dos Santos, de 46 anos, preso nesta segunda-feira (16) suspeito de assassinar a ex-companheira, Sandra Justino de Barros, de 37 anos.
O crime ocorreu no último domingo, no bairro do Janga, onde o corpo da vítima foi encontrado no quintal de sua residência.
Horas após o crime, Antônio Carlos trocou mensagens com a enteada, Débora Justino, de 21 anos.
No conteúdo, o suspeito tenta justificar o ato alegando uma suposta traição da vítima, mas evita admitir o assassinato diretamente, apesar do desespero e das cobranças da jovem.
O Confronto Digital
Nas capturas de tela, o suspeito relata que teria flagrado Sandra com outro homem e afirma que "nada justifica, mas foi muita dor". Diante das evasivas, Débora confronta o ex-padrasto:
A acusação: "Você matou minha mãe. Fale logo, por favor. Eu quero a verdade."
A pressão: "Como assim? O que você fez? Fale logo. Você já fez o pior. Se entregue para a polícia."
A resposta: O suspeito limitou-se a dizer "Deixa eu te mostrar uma coisa", sem confirmar o paradeiro ou o estado de Sandra naquele momento.
Prisão em Caruaru
Após fugir da Região Metropolitana do Recife, Antônio Carlos foi localizado e detido pela polícia em Caruaru, no Agreste pernambucano. Ele foi autuado em flagrante por feminicídio.
A investigação aponta que o crime foi motivado por sentimento de posse e ciúmes, reforçando as estatísticas alarmantes de violência contra a mulher no estado. A polícia agora utiliza as mensagens trocadas com a filha da vítima como parte das provas do inquérito.
"Você está enrolando muito. Eu quero saber o que você fez com ela. Tá achando pouco?", escreveu Débora em um último apelo antes da descoberta do corpo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário