RECIFE – Em uma coletiva de imprensa realizada na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as polícias Civil e Militar de Pernambuco detalharam a cronologia do crime bárbaro que vitimou Maisa Emily Juliana da Silva, de 18 anos.
O autor, Felipe Inácio Martins da Silva, de 19 anos, confessou os atos com uma frieza que chocou as autoridades.
A Denúncia: O Papel da Mãe
A prisão de Felipe só foi possível graças à coragem de sua própria mãe. No último domingo (12), ela procurou o 25º Batalhão da PM, no Curado, relatando que o filho havia matado a namorada.
"Ela estava muito abalada e temia que ele também tirasse a própria vida", afirmou o Tenente Coronel Ladstone Silva.
Ao chegarem na residência, os policiais encontraram o suspeito calmo. Ele se entregou sem resistência e se prontificou a levar a equipe até o local onde havia escondido as partes do corpo e a arma utilizada: um machado.
Cronologia da Barbárie: Noite de Horror e "Sono do Assassino"
De acordo com o delegado Júlio César, o crime foi dividido em etapas de pura crueldade:
Quarta-feira (08/05): Após uma discussão por ciúmes, Felipe asfixiou Maisa até o desmaio. Em seguida, desferiu cerca de quatro facadas no abdômen da jovem. Com a vítima morta no chão, ele cobriu o corpo e dormiu no sofá ao lado do cadáver.
Quinta-feira (09/05): Entre 8h e 9h da manhã, o agressor iniciou o esquartejamento. Usando um machado, separou a cabeça e as pernas (na altura do quadril), colocando-as em uma mala para descarte em uma área de mata.
A Ocultação: Ele retornou à casa, enrolou o tronco e os braços em um lençol e utilizou um carrinho de mão para transportar o restante dos restos mortais para outro ponto da vegetação.
Frieza e Planos de Novo Crime
A investigação revelou que Felipe não pretendia parar. No momento da prisão, ele confessou que já havia afiado um facão para assassinar um homem que ele suspeitava ser o pivô de uma suposta traição da namorada.
O histórico do casal aponta para um relacionamento conturbado e uso de entorpecentes, embora não houvesse registros de agressões físicas na polícia até então. Felipe agora aguarda o resultado dos laudos periciais, que devem confirmar se houve prática de necrofilia, e responderá por feminicídio e ocultação de cadáver.
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