BRASÍLIA – O braço de ferro entre o governo federal e o setor de combustíveis ganhou um novo e tenso capítulo.
As três maiores distribuidoras do país — Vibra, Ipiranga e Raízen — decidiram boicotar a primeira fase do programa de subvenção ao preço do diesel, criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter a volatilidade gerada pelos conflitos no Irã.
O prazo para a adesão ao socorro financeiro relativo às vendas de março expirou na última terça-feira (31) sem a assinatura das "três gigantes", que sozinhas controlam metade das importações privadas do combustível no Brasil.
Insegurança Jurídica e "Teto" Irreal
Fontes próximas às negociações revelam que o clima é de total desconfiança. No centro do impasse estão dois fatores principais:
As empresas, que já estão na mira de operações do governo contra supostos aumentos abusivos, temem que a adesão ao programa traga ainda mais insegurança jurídica e exposição a autuações.
O governo estabeleceu um teto de venda entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro para que a empresa tenha direito ao subsídio. No entanto, com o diesel importado batendo na casa dos R$ 6,00, as companhias alegam que a conta simplesmente não fecha.
O Impacto no Mercado
A ausência das líderes do setor esvazia a eficácia da medida governamental. Sem a participação da Vibra, Ipiranga e Raízen, o volume de combustível subsidiado que chegará às bombas será drasticamente menor do que o planejado pelo Palácio do Planalto, mantendo a pressão sobre os preços ao consumidor final.
Enquanto o governo tenta usar o subsídio para "domar" a inflação energética, o mercado privado sinaliza que prefere a liberdade de preços à ajuda estatal sob regras consideradas rígidas e deficitárias. As distribuidoras ainda não se manifestaram oficialmente sobre a decisão.
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