RECIFE – O sistema de saúde de Pernambuco entrou em um estágio crítico de saturação. De acordo com o mais recente boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026 impôs uma pressão sem precedentes à rede hospitalar, deixando as unidades pediátricas à beira do colapso.
Números Alarmantes
A situação mais dramática concentra-se nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) infantis, onde a taxa de ocupação já alcança 96,6%. O cenário nas enfermarias pediátricas também é preocupante, operando com 87,2% da capacidade total. Nem mesmo os recém-nascidos estão fora da zona de risco: as UTIs neonatais registram hoje 80% de leitos ocupados.
O Perfil do Surto
Entre 1º de janeiro e 4 de abril deste ano, Pernambuco contabilizou 1.371 registros oficiais de SRAG. O que mais assusta as autoridades sanitárias é o recorte etário:
65% dos casos (895 ocorrências) concentram-se em crianças de 0 a 9 anos.
Resposta do Governo
Diante da iminência de um colapso no atendimento, o Governo de Pernambuco anunciou que mantém o monitoramento em tempo real da demanda. A estratégia imediata envolve a ampliação da oferta de leitos nas próximas semanas para absorver o fluxo de pacientes graves e garantir que nenhuma criança fique sem assistência.
Enquanto a rede é reforçada, equipes de vigilância epidemiológica avaliam novas medidas restritivas ou preventivas para frear a curva de contágio, que mantém tendência de alta para o mês de abril.
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