BRASÍLIA – O Brasil encarra um dado alarmante sobre sua crise social: 365.822 pessoas vivem atualmente em situação de rua no país.
O número, extraído do Cadastro Único (CadÚnico), revela um crescimento de 30% em comparação a 2022, quando o contingente era de 281 mil pessoas, consolidando uma tendência de alta ininterrupta após o período pandêmico.
Histórico e Oscilações
A trajetória do indicador mostra uma oscilação significativa nos últimos quatro anos.
Em 2020, o país registrava 195 mil pessoas nessa condição, número que chegou a cair para 158 mil em 2021.
No entanto, a partir de 2022, a vulnerabilidade social disparou, impulsionada por fatores como o alto custo de vida, desemprego e a fragilização das redes de assistência.
Concentração no Sudeste
O levantamento aponta que a crise tem um epicentro geográfico claro. A região Sudeste concentra 61% do total nacional, com mais de 222 mil pessoas sem moradia.
São Paulo: Lidera isolado com mais de 150 mil registros.
Rio de Janeiro e Minas Gerais: Ambos superam a marca de 30 mil pessoas.
Amapá: No extremo oposto, o estado apresenta o menor índice, com menos de 300 pessoas cadastradas.
Desafios para 2026
Especialistas alertam que o avanço desses índices coloca pressão direta sobre o poder público para a criação de políticas habitacionais e de geração de renda mais eficazes.
A ausência de uma rede de proteção sólida tem dificultado a reintegração social desse contingente, que segue em expansão contínua.
O cenário exige uma resposta coordenada entre estados e União para conter o que já é considerado um dos maiores desafios humanitários das grandes metrópoles brasileiras na atualidade.
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