A rotina de quem trabalha sobre duas ou quatro rodas em Pernambuco tornou-se uma corrida pela sobrevivência.
Após dois latrocínios chocantes registrados em março, a insegurança da categoria mobiliza sindicatos e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Uma pesquisa do Seambape expõe a gravidade: 87% dos entregadores do estado já foram vítimas de assaltos ou tentativas.
O levantamento, realizado com mais de 1.100 profissionais entre 2023 e 2025, traz um dado surpreendente: 70% dos crimes ocorrem em bairros nobres, como Boa Viagem e Casa Forte. "Estamos vulneráveis e sem mecanismos de proteção", desabafa Rodrigo Lopes, presidente do Seambape.
As Principais Críticas e Demandas
Os trabalhadores apontam que a responsabilidade pela segurança tem caído exclusivamente sobre seus ombros.
Custos Próprios: Motoristas precisam arcar com câmeras veiculares e rastreadores por conta própria.
Falta de Suporte: O Sindmape critica as plataformas por não oferecerem ferramentas de proteção adequadas.
Convocação na Alepe: No dia 6 de maio, uma audiência pública confrontará as empresas de aplicativos para exigir soluções concretas.
"As plataformas devem explicações sobre o que estão planejando para garantir um trabalho seguro", afirmou o deputado João Paulo (PT), autor do requerimento.
Propostas em Pauta
Para tentar frear a violência, os sindicatos defendem medidas urgentes junto ao Governo do Estado e à Secretaria de Defesa Social (SDS):
Identificação por QR Code em bolsas térmicas e veículos.
Botão de Alerta integrado para sinalização de áreas de risco em tempo real.
Pontos de Apoio físicos para descanso e segurança dos profissionais.
Em resposta, a Amobitec, que representa gigantes como Uber e 99, afirmou que a segurança é prioridade e que já investe em tecnologias de monitoramento, mantendo-se aberta ao diálogo com o poder público.
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