Recife — Um alerta emitido pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) coloca o estado em estado de atenção.
Agências internacionais de meteorologia apontam para a formação de um possível "Super El Niño" para o segundo semestre de 2026.
O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico, pode atingir uma intensidade excepcional, com pico previsto entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Em Pernambuco, os efeitos iniciais devem ser sentidos no Sertão e no Agreste, com aumento severo das temperaturas e queda drástica na umidade relativa do ar.
O maior temor dos especialistas é que a anomalia térmica do oceano ultrapasse os $2^\circ\text{C}$, repetindo crises históricas como a de 2015–2016, que castigou o Nordeste com uma estiagem prolongada.
O Impacto Esperado no Brasil
Devido à sua extensão, o fenômeno altera a circulação climática global, gerando impactos distintos em cada região do país:
Nordeste e Norte: Redução drástica das chuvas, calor intenso e alto risco de queimadas.
Sul e Sudeste: Cenário inverso, com aumento expressivo de chuvas e risco de eventos extremos.
Centro-Oeste: Tendência de aumento significativo nas precipitações.
O fator de esperança: De acordo com a meteorologista da Apac, Edvânia Santos, o comportamento do Oceano Atlântico será decisivo.
Se as águas do Atlântico se mantiverem aquecidas, elas podem atuar como um "contrapeso", minimizando os efeitos da seca no Nordeste.
Os meses de julho e agosto serão cruciais para cravar a real intensidade do fenômeno.
STF Entra no Circuito
A gravidade do prognóstico já mobiliza as esferas jurídicas e governamentais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, intimou a União e os governos dos estados da Amazônia Legal e do Pantanal a apresentarem, em até dez dias úteis, planos de contingência e preparação contra incêndios florestais provocados pelo El Niño.
A Apac reforça que o monitoramento é constante e que os dados servem para que os governos e a população se planejem com antecedência, evitando o pânico.
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