A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para o registro do Ozivy, o primeiro medicamento à base de semaglutida produzido por uma farmacêutica brasileira, a EMS.
A decisão histórica representa o primeiro grande golpe no monopólio da dinamarquesa Novo Nordisk no Brasil, que dominava o setor com os famosos Ozempic (para diabetes tipo 2) e Wegovy (para obesidade) antes de sua patente expirar em março deste ano.
O mercado de "canetas emagrecedoras" movimenta bilhões de reais e se tornou um dos maiores fenômenos recentes da indústria farmacêutica.
Desde a queda da patente, várias empresas nacionais e internacionais travavam uma corrida de bastidores para emplacar seus genéricos e similares, mas a Anvisa vinha barrando os pedidos por falhas técnicas e documentais. A EMS foi a primeira a quebrar essa barreira.
Como funciona e o que muda para o consumidor?
O Ozivy foi registrado sob a modalidade de "desenvolvimento abreviado" — um processo voltado para remédios que utilizam princípios ativos já consagrados pela ciência, mas que ainda assim precisam passar pelo crivo rigoroso de testes de qualidade, segurança e eficácia da agência reguladora.
Formatos aprovados: O medicamento chegará ao mercado em solução injetável para aplicação subcutânea, acompanhado de canetas aplicadoras e agulhas, em diferentes opções de volumes.
Preço competitivo: Embora a EMS ainda não tenha divulgado o preço oficial ou a data exata de lançamento nas farmácias, a expectativa do setor é que a concorrência nacional provoque uma queda significativa nos preços da semaglutida no Brasil, tornando o tratamento mais acessível.
Antes de abastecer as gôndolas e o varejo, o laboratório brasileiro precisa definir a precificação junto à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), fabricar os lotes iniciais e alinhar a logística de distribuição em massa.
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