Parte do teto da ala de obstetrícia do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), na Zona Norte do Recife, desabou na madrugada desta quinta-feira (28).
O incidente ocorre exatamente uma semana após o Governo de Pernambuco aprovar uma licitação de R$ 15 milhões para reformas na unidade, e apenas um dia depois de a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) convocar uma coletiva para rebater denúncias de sucateamento na rede pública.
Segundo a direção do hospital, a área já estava interditada desde a noite anterior devido a um vazamento na sala de triagem obstétrica.
Equipes tentavam conter a infiltração quando a estrutura cedeu.
Como o espaço estava isolado, não houve feridos e o atendimento não foi interrompido.
O hospital informou que a sala funcionava de forma provisória enquanto as obras da nova emergência avançam.
Contraste com o discurso oficial
O desabamento expõe o momento crítico da saúde no estado.
Na quarta-feira (27), a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, minimizou denúncias feitas por deputados estaduais — que exibiram fotos de corredores lotados e falhas estruturais, inclusive no HAM.
Embora tenha admitido que a superlotação é um problema "histórico" e que o estado opera em regime de "vaga zero", a gestora negou a falta de investimentos e alegou que as imagens mostravam situações "pontuais" em unidades que já passam por requalificação.
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