Em meio a um cenário econômico adverso e inflado por eventos não recorrentes, a Casas Bahia registrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano — valor 18 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado ajustado apontou perdas de R$ 978 milhões.
Após adiar a divulgação do balanço por duas vezes, a varejista informou que o resultado foi fortemente impactado por baixas de ativos, despesas de reestruturação e pelo alto custo do capital no país.
Para conter a crise e buscar a sustentabilidade operacional, a empresa anunciou medidas drásticas:
Fechamento de Unidades: Encerramento das atividades de 298 lojas físicas consideradas de baixo retorno financeiro.
Cortes e Demissões: Readequação da estrutura organizacional com demissões em massa que já atingem desde novos funcionários a colaboradores com décadas de empresa.
Ajuste no Estoque e Custos: Revisão do sortimento de produtos, redução no volume de compras e renegociação rigorosa de despesas operacionais e administrativos.
A rede justificou a reestruturação citando o crédito restrito, juros elevados, a pressão no consumo das famílias e até a concorrência com apostas online (bets) pelo orçamento doméstico.
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