Com cerca de 1,97 milhão de fiéis — 25,2% da população de Pernambuco, segundo o Censo do IBGE —, o eleitorado evangélico tornou-se peça central nas disputas eleitorais.
No entanto, analistas alertam que tratar o segmento como um bloco homogêneo é o principal erro das campanhas politicas.
Os cientistas políticos Alex Ribeiro e Hely Ferreira destacam que, embora a liderança pastoral e pautas morais ainda tenham apelo, a palavra do púlpito não garante mais votos sozinha.
O grupo é diverso e influenciado por classe social, redes sociais e fatores regionais: na Região Metropolitana, as prioridades são segurança, saúde e emprego; no interior, a convivência comunitária fala mais alto.
Pragmático, o eleitor evangélico busca candidatos de qualquer espectro ideológico que ofereçam soluções concretas para o dia a dia e respeitem sua fé.
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