Prefeitura de Garanhuns

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sexta-feira, setembro 11, 2026

CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE PERNAMBUCO, À SOCIEDADE PERNAMBUCANA E À COMUNIDADE ACADÊMICA


Assunto: O represamento na classe de professor adjunto e a urgência de uma reforma justa da carreira docente da UPE

A Universidade de Pernambuco (UPE) é a única universidade estadual pública de Pernambuco, responsável por formar profissionais, produzir ciência e atender à sociedade. 

No entanto, nos últimos anos, o debate público sobre a carreira docente da UPE tem ganhado maior visibilidade em torno da criação da função de professor titular de carreira, reivindicação que alcança uma parcela restrita do quadro docente. Trata-se de uma reivindicação legítima, mas que não esgota os problemas estruturais da carreira

O que pouco recebe visibilidade é o Represamento dos Professores Adjuntos – realidade invisibilizada de quase 60% do quadro docente da UPE; força motriz institucional, que está com a carreira congelada na função de professor adjunto. 

São mais de 800 doutores, com anos de dedicação exclusiva à graduação, à pós-graduação, à extensão e ao atendimento nos hospitais universitários, que cumprem todos os requisitos de desempenho acadêmico, mas estão impedidos de progredir para a função de professor associado.

Essa retenção forçada é consequência de uma lei com exigências excludentes, extemporâneas e burocráticas – travas criadas no passado que funcionam como um pedágio institucional (Decreto-Lei 38.765/2012). 

Na prática, o congelamento da progressão serve como um mecanismo de economia forçada para o Estado, realizada às custas do adoecimento, da desvalorização e do confisco salarial daqueles que de fato carregam a universidade no dia a dia.

Focar exclusivamente na criação da função de titular é uma saída politicamente confortável para o governo, mas deixa a base da pirâmide desamparada.

Aos colegas docentes adjuntos, fazemos um chamado à mobilização urgente. 

A inércia cobra um preço alto em nossos contracheques e em nossa dignidade profissional. Se não pautarmos a nossa realidade agora, continuaremos invisíveis.

Exigimos uma carreira justa, mediante a aprovação do dispositivo substitutivo (Minuta/2025), construído por anos de discussões, inclusive com a participação do próprio governo e que agora está engavetado na Secretaria de Administração (SAD PE) expressando o descaso e o desrespeito aos professores.

A comunidade dos professores adjuntos não aceita propostas de natureza excludente e manifesta suas exigências centrais aos futuros governantes de Pernambuco:

Fim imediato das travas legais e anacrônicas com a conclusão da tramitação da Minuta/2025, e a manifestação formal do Governo do Estado;

Garantia de fluxo real e previsível de progressão na carreira;

Tratamento da base docente como prioridade.

POR UMA CARREIRA DOCENTE JUSTA PARA OS ADJUNTOS DA UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO!

Profa. Rejane Ferreira e Profa. Gleicy Fátima Medeiros de Souza

Representantes dos professores adjuntos no Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco. Recife, 6 de setembro de 2026.

2 comentários:

  1. Como cidadão pernambucano, é inadmissível ver a situação em que se encontram os professores da UPE. Ela é a nossa única universidade estadual pública, presente da capital ao Sertão, formando profissionais de excelência e prestando atendimento indispensável à população nos hospitais universitários. Saber que quase 60% dos professores está com a carreira congelada há anos por entraves burocráticos do Estado é revoltante. Economizar recursos às custas do confisco salarial e da desvalorização de quem dedica a vida à ciência e ao ensino público prejudica toda a sociedade. Os candidatos ao Governo do Estado e a atual gestão precisam assumir um compromisso real com a educação superior que é destravar a Minuta/2025 na SAD-PE e garantir a justa progressão na carreira docente. Quem não cuida dos seus professores não tem projeto de futuro para Pernambuco!

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  2. Sou professora da rede estadual de ensino médio e manifesto minha total solidariedade aos professores da UPE. Nós, que estamos no chão da escola pública todos os dias, conhecemos de perto a dor de ver planos de carreira travados e a valorização docente tratada com descaso pelos governos. A UPE tem um papel fundamental na formação dos professores que atuam em nossas escolas e no desenvolvimento do nosso estado. É inaceitável que mais de 800 colegas estejam com suas carreiras estagnadas por decretos que só servem para reter direitos conquistados. Toda solidariedade aos docentes da UPE e que tenham uma carreira justa!

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