O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, acolheu pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do ministro Alexandre de Moraes para determinar que o ministro André Mendonça levante, em até 24 horas, todo o sigilo do caso Banco Master.
A decisão mantém sob segredo de justiça exclusivamente diligências em andamento que possam ser prejudicadas com a divulgação.
Mendonça havia tornado públicos trechos do processo na noite de quinta-feira (10), mas manteve o sigilo sobre a investigação que envolve o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL).
A apuração apura o repasse de verbas pelo banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.
Segundo a Polícia Federal (PF), dos R$ 134 milhões solicitados por Flávio em áudios revelados pelo Intercept Brasil, mais de R$ 60 milhões foram efetivamente pagos.
Pressão por Transparência e Críticas Internas
A decisão de Fachin atende a uma ofensiva iniciada por integrantes da própria Corte e do Ministério Público Federal contra a condução do caso:
Ofício de Alexandre de Moraes: Apontou que Mendonça teria deixado de fora 180 peças nos 15 processos divulgados na véspera. Moraes cobrou a liberação integral de procedimentos "sem exceção", criticando escolhas seletivas para garantir a isonomia.
Manifestação da PGR: O vice-procurador-geral da República, Hildenburgo Chateaubriand Filho, apontou a ausência de diversos documentos e procedimentos vinculados à Operação Compliance Zero no material liberado por Mendonça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário