Evento realizado no auditório do Ministério Público promoveu reflexão, diálogo e valorização de identidades historicamente invisibilizadas
No Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado hoje (29), foi realizado em Garanhuns, no auditório do Ministério Público, o III Seminário da Visibilidade Trans. O evento deu voz às pessoas travestis, transexuais e transgêneras do município, reconhecendo e valorizando existências historicamente invisibilizadas, além de promover reflexões sobre respeito, cidadania e direitos humanos.
Na ocasião, o doutor em Letras, Carlos Eduardo, abordou o processo de construção do livro “Personagens travestis na narrativa brasileira do século XX”. “A ideia dessa pesquisa surgiu ainda na minha adolescência. Eu tinha por volta de 14 anos e cursava o ensino médio. Próximo a um ponto de ônibus, presenciei um grupo de travestis sendo espancado e, desde então, passei a me questionar por que essas pessoas eram tão marginalizadas, excluídas e machucadas. Foi a partir desse episódio e, após perceber a invisibilidade dessas existências também na literatura, que decidi abordar a temática”, destacou o professor.
O momento contou, ainda, com o compartilhamento de experiências pessoais e profissionais, trajetórias de vida, resistência e afirmação de identidade, por meio das falas de convidados que relataram desafios, conquistas e vivências no cotidiano. As contribuições reforçaram a importância da luta por respeito e garantia de direitos da população trans no município.
Fotos: Wedson Gonçalves
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