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28 janeiro, 2026

PERNAMBUCO - CIRURGIA DE "BAIXO RISCO" TERMINA EM TRAGÉDIA: CONSULTORA FICA EM ESTADO VEGETATIVO NO RECIFE


A família da consultora de imagem Camila Nogueira, de 38 anos, vive uma luta desesperada por justiça após um procedimento cirúrgico de rotina resultar em danos cerebrais irreversíveis. Camila, que era saudável, entrou no Hospital Esperança em agosto de 2025 para retirar a vesícula e corrigir uma hérnia, mas nunca mais voltou para casa.

De acordo com a representação enviada ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), a equipe médica é acusada de negligência grave. Os advogados da família apontam uma sucessão de falhas críticas:

Alarmes de falta de oxigenação teriam sido ignorados por quase dois minutos.

A anestesista teria preenchido a ficha pré-anestésica apenas durante a cirurgia, sem entrevista prévia com a paciente.

Camila teria ficado em sofrimento respiratório por 15 minutos antes da parada cardíaca ser oficialmente reconhecida pela equipe.

Hoje, Camila vive em estado vegetativo (consciência mínima), respira por aparelhos e depende de sondas. A defesa alega que houve "negligência, imprudência e imperícia" da anestesista Mariana Parahyba e das cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti.

As médicas negam qualquer responsabilidade. Em nota, a defesa das cirurgiãs afirma que "inexiste nexo de causalidade" entre o trabalho delas e as sequelas da paciente. A anestesista optou por não se manifestar no momento. O Hospital Esperança declarou ter prestado todo o suporte necessário após a intercorrência.

O Cremepe investiga o caso sob sigilo, enquanto a família pede o afastamento imediato e a cassação do registro profissional das envolvidas.

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