O prefeito do Recife, João Campos (PSB), subiu o tom contra o Governo de Pernambuco ao classificar como "clandestina" e "criminosa" a investigação da Polícia Civil que monitorou secretários da sua gestão. Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (27), o gestor afirmou que a polícia foi instrumentalizada para fins políticos.
Pontos principais da denúncia:
Ausência de Inquérito: Campos destacou que não houve boletim de ocorrência ou inquérito formal para embasar o monitoramento.
Monitoramento Ilegal: O prefeito denunciou o uso de um rastreador em um carro oficial da prefeitura sem autorização judicial.
Paralelo Histórico: A ação foi comparada por ele aos métodos do DOI-CODI durante a ditadura militar e ao caso da "Abin Paralela".
Arquivamento: O próprio governo estadual admitiu que nada foi encontrado contra os assessores e que a investigação foi arquivada.
"Não cabe mais tempo de chumbo no Brasil e na democracia. Foi um ato criminoso. Não vale tudo na política nem na polícia", declarou o prefeito.
Providências e Cobranças
João Campos confirmou que já peticionou a Secretaria de Defesa Social (SDS) exigindo o registro formal das ordens que deram início à operação. Ele questionou a falta de transparência da cúpula da segurança pública do estado, que, segundo ele, não apresentou provas ou justificativas legais para o cerco aos seus aliados.
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