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10 fevereiro, 2026

SUA SAÚDE COM DOUTOR ELENILSON LIBERATO - O QUE É LÚPUS


O lúpus é uma doença autoimune onde as células de defesa ataquem as células saudáveis do corpo, o que pode provocar inflamação em várias partes do corpo, especialmente articulações, pele, rins, medula óssea, coração, pulmões, olhos e cérebro.

O lúpus é mais comum em mulheres entre 14 e 45 anos, mas os seus sintomas podem aparecer desde o nascimento até idades bem avançadas. Porém, nos quadros mais leves é comum que a doença demore para ser diagnosticada.

Embora o lúpus não tenha cura, existem alguns tratamentos indicados pelo reumatologista, que ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, incluindo remédios anti-inflamatórios, corticoides ou imunossupressores.

Principais sintomas

Os sintomas mais comuns de lúpus incluem:

Manchas vermelhas na pele, especialmente no rosto em forma de asa de borboleta e em outros locais expostos ao sol;
Maior sensibilidade à luz;
Febre e mal estar geral;
Perda de peso e dor abdominal;
Queda de cabelo;
Visão embaçada;
Feridas na boca ou garganta;
Dor ou inflamação nas articulações.

A pessoa com lúpus também pode apresentar alterações mentais, como depressão ou psicose e alterações renais, como nefrite lúpica, também conhecida como glomerulonefrite.

Estes sintomas normalmente surgem em crises, ou seja, de forma intensa durante alguns dias ou semanas e depois reduzem de intensidade, podendo desaparecer. Existem casos em que os sintomas se mantêm sempre de forma constante.

Os sintomas do lúpus podem ser semelhantes a outros problemas, como diabetes ou artrite, e por isso, o diagnóstico pode ser mais demorado.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do lúpus deve ser feito pelo reumatologista ou dermatologista, a partir dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa e realização de exame físico.

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Para confirmar o diagnóstico, o médico indica a realização de exames laboratoriais, como hemograma e exame de urina.

O médico também pode solicitar exames que permitem avaliar a presença de anticorpos produzidos nesta doença, como o teste de anticorpos antinucleares (FAN), anticorpos anti-DNA dupla fita, anticorpos anti-Smith (SM) e anticorpos antifosfolípides.

Tipos de lúpus

Conforme as características dos sintomas e a causa, os tipos de lúpus são:

1. Lúpus eritematoso sistêmico (LES)

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) se caracteriza por inflamação em várias partes e órgãos do corpo, especialmente pele, articulações, coração, rins e pulmões.

Este tio de lúpus provoca manchas na pele expostas ao sol, sintomas articulares, como artrite, anemia, diminuição das células de defesa e das plaquetas, e alterações no sistema nervoso central, principalmente.

DOUTOR ELENILSON LIBERATO 

2. Lúpus discoide ou cutâneo

Lúpus discoide ou cutâneo causa o surgimento de lesões apenas na pele, não atingindo outros órgãos. 

Este tipo de lúpus provoca o aparecimento de placas vermelhas na pele, principalmente no couro cabeludo e no rosto.

No entanto, algumas pessoas com lúpus discoide, podem evoluir para lúpus sistêmico ao longo do tempo.

3. Lúpus induzido por medicamentos

O lúpus induzido por medicamentos pode gerar manifestações no corpo todo, como o lúpus sistêmico, ou apenas na pele, como o lúpus discoide, e ocorre devido ao uso de certos medicamentos, exemplo: hidralazina, procainamida ou isoniazida.

Normalmente existe uma inflamação temporária e os sintomas desaparecem poucos meses após se terminar o uso do medicamento.

4. Lúpus neonatal

O lúpus neonatal é um dos tipos mais raros de lúpus, mas pode acontecer em bebês que nascem de mulheres com lúpus.

Possíveis causas

O lúpus é uma doença autoimune e não se sabe a sua causa exata, no entanto, acredita-se que, normalmente, seja causada por estímulos externos (como luz solar, medicamentos ou infecções) em pessoas com determinado perfil genético, por isso, não é uma doença contagiosa que possa ser transmitida.

Além disso, outros fatores têm sido relacionados com o desenvolvimento do lúpus, como o gênero feminino, idade, sendo mais comum entre os 20 e 30 anos, e descendência afro-americana.

Na grande maioria dos casos, a pessoa nasce sem qualquer sintoma e só desenvolvê-los durante a vida adulta, devido a fatores que podem estimular o aparecimento desses sintomas como exposição prolongada ao sol, infecções virais ou uso de alguns medicamentos.

Como é feito o tratamento

O tratamento do lúpus deve ser orientado pelo reumatologista de acordo com o tipo da doença, sintomas apresentados e frequência com que acontecem.

Apesar de não existir um tratamento capaz de curar o lúpus, o médico pode indicar o uso de alguns remédios que ajudam a aliviar os sintomas durante os períodos de crise, podendo ser recomendado:

Anti-inflamatórios, como naproxeno ou ibuprofeno, para aliviar a febre e a dor ou inchaço nas articulações;

Antimaláricos, como a hidroxicloroquina, ajudam tratar a sensibilidade à luz, queda de cabelo, manchas na pele e dor nas articulações;

Corticoides, como prednisona ou betametasona, são indicados nos casos graves de lúpus para prevenir distúrbios no sistema nervoso central, anemia hemolítica e outros sintomas que não melhoraram com outros tratamentos;

Imunossupressores, como azatioprina ou metotrexato, são indicados nos casos mais graves, em que os sintomas podem colocar a vida da pessoa em risco, como alterações graves no sistema nervoso central, glomerulonefrite ou, nos casos em que o tratamento com corticoides não foi eficaz.

É importante que os medicamentos sejam utilizados de acordo com a recomendação do médico, pois assim é possível promover o controle dos sintomas e a qualidade de vida.

O lúpus tem cura?

O lúpus não tem cura, no entanto os seus sintomas podem ser controlados e prevenidos, desde que sejam seguidas as orientações do médico, como passar protetor solar e fazer uso dos medicamentos indicados pelo médico.

Cuidados durante o tratamento

Alguns cuidados que podem ser recomendados pelo reumatologista no tratamento do lúpus são:

Dormir a quantidade de horas recomendada para a idade da pessoa;
Evitar exposição ao sol;
Usar protetor solar regularmente;
Usar roupas de proteção, como chapéu, roupas de manga comprida ou roupas que tenham fator de proteção solar FPS 40.

Além disso, também é importante fazer uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares.

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