A segurança pública de Pernambuco vive um momento de tensão institucional. A Associação dos Delegados (ADEPPE) e o Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL-PE) divulgaram uma nota conjunta exigindo que a governadora Raquel Lyra exonere o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.
A insatisfação das categorias explodiu após uma investigação da Polícia Civil envolvendo o veículo de Gustavo Monteiro, secretário de Articulação Política da Prefeitura do Recife. O episódio aprofundou o racha político entre o prefeito João Campos e a governadora:
João Campos: Classificou a abordagem como um "ato criminoso".
Raquel Lyra: Defendeu publicamente a legalidade da atuação policial.
Em tom de "absoluta indignação", as entidades de classe alertam para o risco da instrumentalização da polícia em pleno ano eleitoral. No documento enviado ao Palácio, os presidentes Diogo Victor (Adeppe) e Áureo Cysneiros (Sinpol) foram enfáticos:
"A Polícia existe para investigar crimes, não para vigiar pessoas ou atuar por conveniência ou orientação política."
Para os representantes, a atual gestão da SDS pode estar permitindo um "inaceitável desvio de finalidade", comprometendo a integridade da instituição.
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