Detalhes estarrecedores sobre a conduta de três técnicos de enfermagem presos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foram revelados nesta terça-feira (20/1) pelo delegado Maurício Iacozzilli. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (24), Amanda Rodrigues de Sousa (28) e Marcela Camilly Alves da Silva (22) são suspeitos de assassinar três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, entre novembro e dezembro de 2025.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma coordenada. Enquanto Marcos Vinícius era o responsável por preparar e aplicar as substâncias letais, as duas mulheres garantiam a execução do crime através de uma participação "omissiva e colaborativa".
Imagens de segurança mostram que as técnicas se posicionavam estrategicamente à frente do braço da vítima para impedir que qualquer pessoa no corredor visualizasse a aplicação.
O delegado destacou que, após as injeções, o trio se reunia ao redor do leito para assistir ao monitor cardíaco até que os batimentos das vítimas chegassem a zero.
No caso de uma das vítimas, uma professora aposentada de 75 anos, o principal suspeito teria injetado mais de 10 seringas de desinfetante no organismo da paciente.
Até o momento, a polícia confirmou três mortes atribuídas ao grupo:
João Clemente Pereira (63 anos): Servidor da Caesb.
Marcos Moreira (33 anos): Servidor dos Correios.
Miranilde Pereira da Silva (75 anos): Professora aposentada.
Embora tenham tentado negar os crimes inicialmente, alegando que administravam apenas medicações prescritas, os suspeitos confessaram as ações ao serem confrontados com as provas. A polícia ressaltou a ausência de arrependimento e a frieza dos acusados. Eles serão indiciados por homicídio doloso qualificado, com o agravante de impossibilidade de defesa das vítimas.
As investigações começaram por iniciativa da própria unidade de saúde, que detectou movimentações atípicas na UTI. Em nota oficial, o Hospital Anchieta afirmou que:
Instaurou uma investigação interna assim que as irregularidades foram notadas.
Acionou a polícia e solicitou medidas cautelares, incluindo a prisão dos envolvidos.
Os três profissionais já foram desligados do quadro de funcionários.
A instituição se coloca como vítima da ação dos ex-colaboradores e reafirmou seu compromisso com a justiça e a segurança dos pacientes.
A motivação por trás dos crimes ainda está sob investigação da PCDF.
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