O médico oftalmologista Paulo Menezes, de 42 anos, vive um drama familiar desde agosto de 2025. Sua esposa, a consultora de imagem Camila Nogueira, de 38 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia de rotina para retirada de vesícula e correção de hérnia em um hospital no Recife.
O incidente resultou em danos cerebrais graves, deixando-a em estado de consciência mínima.
Há cinco meses internada na UTI, Camila apresenta pequenos sinais de evolução. Segundo o marido, ela já demonstra percepção do ambiente, chora ao reconhecer familiares e recentemente conseguiu esboçar a palavra "amor" durante uma sessão de fonoaudiologia.
A rotina da família foi devastada: Camila perdeu aniversários e a formatura do filho mais velho. Para explicar a ausência aos filhos de 2 e 6 anos, Paulo utiliza histórias lúdicas, enquanto investe em fisioterapia intensiva na esperança de que a esposa recupere o mínimo de autonomia para vê-los crescer.
A família de Camila busca justiça. Em dezembro de 2025, foi protocolada uma representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) pedindo a cassação do registro das três médicas responsáveis (uma anestesista e duas cirurgiãs). O advogado da família classifica o ocorrido como "falha grosseira" e "negligência", destacando que a paciente era saudável antes do procedimento.
Posicionamento da defesa:
A defesa preferiu não se pronunciar.
Alegam que não existe nexo de causalidade entre a atuação delas e o dano sofrido pela paciente.
O caso segue sob investigação dos órgãos competentes.
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