Prefeitura de Garanhuns

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20 janeiro, 2026

TÉCNICA DE ENFERMAGEM PRESA POR MORTES EM UTI SE DIZIA “MÃE E CRISTÔ NAS REDES SOCIAIS


Amanda Rodrigues de Sousa, uma das técnicas de enfermagem presas por suspeita de integrar um grupo que assassinava pacientes na UTI do Hospital Anchieta, mantinha uma imagem de devoção religiosa e dedicação familiar na internet. Em seus perfis, a profissional de 28 anos se descrevia como “mãe e cristã”, compartilhando rotinas com a filha e conteúdos de música gospel.

Especializada em instrumentação cirúrgica e terapia intensiva, Amanda atuava em uma das áreas mais críticas da unidade de saúde. Ela foi detida pela Polícia Civil (PCDF) ao lado de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo e Marcela Camilly Alves da Silva. O trio é acusado pelas mortes de João Clemente Pereira (63), Marcos Moreira (33) e Miranilde Pereira da Silva (75).

As investigações, lideradas pelo delegado Wisllei Salomão, revelaram métodos cruéis. Em um dos episódios, foi confirmado que Marcos Vinícius injetou desinfetante — substância de limpeza hospitalar — ao menos 10 vezes no organismo de uma paciente idosa.

De acordo com a polícia, após serem confrontados com as provas:

Os suspeitos confessaram os crimes, mas não revelaram a motivação.

Demonstraram total frieza e ausência de arrependimento.

Tentaram, inicialmente, culpar as prescrições médicas pelas mortes.

O Hospital Anchieta, que denunciou o caso após uma auditoria interna, afirmou colaborar integralmente com as autoridades. O grupo será indiciado por homicídio doloso qualificado, devido à impossibilidade de defesa das vítimas, que estavam vulneráveis sob cuidados médicos.

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