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25 fevereiro, 2026

PF DEFLAGRA OPERAÇÃO VASSALOS E MIRA CLÃ COELHO POR DESVIO DE EMENDAS EM PERNAMBUCO


BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Vassalos, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de verbas públicas envolvendo o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e seus filhos, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE) e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.

A ofensiva foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e mobiliza agentes para o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. Apesar da abrangência, não houve buscas nas dependências do Congresso Nacional.

O Esquema Investigado

O foco da investigação são as emendas parlamentares destinadas ao município de Petrolina, principal reduto eleitoral da família Coelho. A PF apura se houve o direcionamento de licitações para a empresa Liga Engenharia, que teria recebido vultosos recursos por indicação de Fernando Bezerra.

Segundo a Polícia Federal, o grupo atuaria em uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados com o objetivo de:

Direcionar concorrências públicas para empresas vinculadas ao grupo;

Desviar recursos de emendas parlamentares;

Ocultar patrimônio e realizar o pagamento de vantagens indevidas (propinas).

Os crimes apurados incluem peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e organização criminosa.

Trajetória Política

Fernando Bezerra Coelho possui um currículo extenso no Executivo e Legislativo, tendo transitado por diferentes espectros políticos: foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff (PT) e líder do governo Jair Bolsonaro (PL) no Senado. Já seu filho, Fernando Coelho Filho, ocupou a pasta de Minas e Energia durante a gestão de Michel Temer (MDB).

Outro Lado

Em nota, o advogado André Callegari, que representa o ex-senador e seu filho deputado, afirmou que ainda não teve acesso integral à decisão do ministro Flávio Dino.

"Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. Após o acesso aos autos, a defesa irá se manifestar", declarou a defesa.

As investigações seguem em sigilo no STF para identificar a extensão dos danos ao erário e o destino final dos recursos desviados.

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