Em um relato emocionante e detalhado nas redes sociais, o médico Paulo Menezes denunciou as graves falhas que deixaram sua esposa, a servidora pública Camila Miranda, em estado vegetativo após procedimentos simples de vesícula e hérnia no Recife. Segundo Paulo, o que deveria ser uma alta no mesmo dia tornou-se uma tragédia causada por irresponsabilidade técnica.
Paulo aponta que os problemas começaram antes mesmo do corte inicial. Ele estranhou a ausência da anestesista no quarto e, posteriormente, ao analisar os dados do monitor multiparamétrico, descobriu que o pulmão de Camila não estava sendo ventilado desde a indução anestésica.
Os registros indicam que a equipe prosseguiu com a cirurgia mesmo após o monitor acusar falta de respiração por mais de seis minutos.
"Começou o segundo bip, que era o alarme do oxigênio baixando... e nada de ninguém fazer nada", afirmou o marido. O coração de Camila chegou a 40 batimentos por minuto antes de parar totalmente.
A denúncia mais grave de Paulo recai sobre a postura da cirurgiã. Segundo ele, a médica concluiu a retirada da vesícula enquanto Camila estava em parada cardíaca.
"Ela colocou no prontuário que a cirurgia transcorreu sem intercorrência. Se nada disso é considerado uma intercorrência, eu não sei o que é", questiona Paulo.
O marido ainda relatou que, durante o trajeto para a UTI, a anestesista — que seria recém-formada e estaria "atônita" — teria sido vista usando o celular enquanto operava o balão de oxigênio (ambu) com apenas uma das mãos, chegando a soltar o equipamento para focar no aparelho telefônico.
Para Paulo, a luta agora é para que Camila consiga ter o mínimo de contato com os filhos. Ele reafirmou que buscará a punição criminal das profissionais envolvidas: "Não é justo alguém por irresponsabilidade tirar isso dela".
Nenhum comentário:
Postar um comentário