Prefeitura de Garanhuns

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26 março, 2026

CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO JÁ ENCARECE CESTA BÁSICA: PREÇOS DE OVOS E CARNES DEVEM SUBIR NOS PRÓXIMOS DIAS


O cenário de instabilidade no Oriente Médio, intensificado pelos recentes desdobramentos do conflito no Irã, já apresenta reflexos diretos na economia doméstica brasileira. O consumidor deve preparar o bolso: alimentos essenciais como ovos, frango e carne suína estão na linha de frente dos próximos reajustes.

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a pressão decorre de uma combinação explosiva entre custos logísticos e encarecimento de insumos. A instabilidade em rotas marítimas estratégicas, como o Estreito de Hormuz, impactou globalmente o preço do petróleo, gerando um efeito cascata no Brasil.

O Vilão do Frete e das Embalagens

O impacto mais imediato é sentido no diesel, cujo aumento já elevou o custo do frete rodoviário em até 20%. Esse reajuste atinge toda a cadeia, desde o transporte de grãos para ração animal até a chegada do produto final às prateleiras dos supermercados.

Além do combustível, o setor alerta para a alta de até 30% nas embalagens plásticas, que são derivadas de polímeros de petróleo. Com o custo de produção e logística em ascensão, o repasse para o varejo torna-se inevitável.

O Caso dos Ovos: Demanda Alta e Preços em Ascensão

Apesar de o IBGE registrar uma queda acumulada de 10,79% nos últimos 12 meses para os ovos, o cenário de curto prazo é de reversão. Em fevereiro, o IPCA já apontou uma alta de 4,55%, impulsionada pela sazonalidade da Quaresma.

Em São Paulo, o impacto é ainda mais nítido. Um levantamento do Procon-SP, em parceria com o Dieese, revelou que a cesta básica subiu 0,31%, mas o destaque negativo ficou com os ovos: uma disparada de 9,21%. Em termos nominais, o preço médio da dúzia saltou de R$ 9,56 para R$ 10,44 na capital paulista.

O "Boom das Proteínas"

A crise de custos ocorre em um momento de consumo recorde. O brasileiro nunca consumiu tantos ovos: a média atingiu 287 unidades por pessoa em 2025, uma alta de 6,7% em relação ao ano anterior. Na última década, o crescimento no consumo dessa proteína superou os 33%.

Com a demanda aquecida e os custos de produção sem sinais de trégua, analistas de mercado preveem novos reajustes nas próximas semanas, o que deve comprimir ainda mais o orçamento das famílias brasileiras até o final do semestre.

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