A escassez de óleo diesel, combustível vital para a logística e infraestrutura, atingiu um patamar crítico no Rio Grande do Sul.
Segundo levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) divulgado nesta quarta-feira (25), 166 cidades gaúchas já enfrentam problemas diretos de abastecimento, acendendo um alerta vermelho para o colapso de serviços essenciais.
O cenário revela uma escalada alarmante em menos de uma semana: na última quinta-feira (19), o número de municípios afetados era de 142. Dos 497 municípios do estado, 384 responderam à consulta da federação, o que significa que pelo menos um terço das prefeituras gaúchas já opera com dificuldades severas.
Emergência e Priorização de Serviços
A gravidade da situação levou os municípios de Formigueiro e Tupanciretã a decretarem situação de emergência.
Com os estoques minguando, as prefeituras adotaram um regime de contingenciamento rigoroso: o pouco combustível restante está sendo direcionado exclusivamente para a Saúde, garantindo a circulação de ambulâncias e o transporte de pacientes.
Enquanto a prioridade é salvar vidas, outros setores já sentem o paralisia:
Obras Públicas: Suspensas por tempo indeterminado em diversas regiões.
Manutenção Urbana: Máquinas pesadas e tratores estão desligados para poupar diesel.
Transporte: O fluxo de ônibus e caminhões de coleta de lixo começa a ser reavaliado.
O Impacto no Coração da Economia
O diesel é o motor que move a economia gaúcha, essencial para o escoamento de safras e a operação de maquinário agrícola.
A Famurs alerta que, sem uma normalização imediata, o impacto pode transbordar para o abastecimento de produtos e encarecer ainda mais os custos operacionais em todo o estado.
Gestores públicos agora aguardam medidas emergenciais das esferas estadual e federal para garantir o fluxo de fornecimento e evitar que o travamento das máquinas resulte em um prejuízo social e econômico ainda maior para a população.
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