Em uma decisão unânime e já aguardada pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira o segundo corte consecutivo na taxa básica de juros, reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano.
O movimento ocorre após um longo período de taxas no patamar de 15%, o maior em duas décadas.
Apesar do corte, o Banco Central enfrenta um cenário desafiador.
A guerra no Oriente Médio pressiona os preços de combustíveis e alimentos, refletindo-se na aceleração da prévia da inflação (IPCA-15), que atingiu 4,37% no acumulado de 12 meses.
O mercado financeiro está pessimista: o Boletim Focus já projeta que a inflação feche 2026 em 4,86%, superando o teto da meta de 4,5%.
Além da pressão inflacionária, o Copom operou desfalcado.
Sem que o presidente Lula tenha indicado substitutos para diretores cujos mandatos expiraram, e com a ausência de última hora do diretor Rodrigo Teixeira por luto familiar, o colegiado tomou a decisão com quórum reduzido.
Impacto na Economia: A redução da Selic visa baratear o crédito e estimular o consumo e a produção.
No entanto, o BC precisa equilibrar esse estímulo com o risco de descontrole dos preços. Atualmente, a projeção oficial para o crescimento do PIB em 2026 permanece em 1,6%.
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