A pressa em tentar faturar politicamente em cima de conquistas alheias acabou rendendo um "carão" público para a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.
Conhecida por tentar associar sua imagem a programas e feitos que não levam sua assinatura, a gestora desta vez protagonizou um vexame diplomático e político ao comemorar antecipadamente a ida de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Raquel, que pouco ou nada articulou para viabilizar o nome de Messias, correu para as redes sociais para tentar "sair bem na fita" com o Governo Federal.
No entanto, o que parecia um movimento de esperteza política virou motivo de piada nos bastidores: enquanto a governadora festejava, o Senado impunha uma derrota iinédita ao Planalto.
O Tombo Político e o Erro de Cálculo
O que Raquel Lyra parece ter ignorado em sua sede por holofotes foi a articulação pesada que ocorria nos corredores de Brasília. Enquanto ela celebrava, o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre, comandava uma ofensiva que culminou em um resultado acachapante: 42 votos contra e apenas 34 a favor.
Jorge Messias, o "Bessias", tornou-se o primeiro indicado ao STF a ser rejeitado em plenário desde o ano de 1894. Um recorde negativo que Raquel agora carrega colado à sua comemoração precipitada.
Fora da Realidade
Para observadores políticos, o episódio reforça a tese de que a governadora vive "fora da realidade" ou, como se diz no interior, "amorcegando" o trabalho dos outros sem medir as consequências.
Ao tentar pegar carona em uma indicação que ainda balançava no Senado, Raquel não só quebrou a cara, como demonstrou total falta de sintonia com o termômetro real do Congresso Nacional.
Agora, resta à governadora apagar as impressões digitais desse entusiasmo mal calculado, enquanto o presidente Lula se vê obrigado a recomeçar do zero a busca por um novo nome, após o acordo com Alcolumbre ter virado fumaça sob os olhos de uma Raquel Lyra que comemorou o que não existia.
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