Prefeitura de Garanhuns

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22 maio, 2026

Caso Miguel: Justiça mantém condenação de Sari Corte Real a 7 anos de prisão


RECIFE — A Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) rejeitou, por maioria de votos, o recurso da defesa de Sari Corte Real e manteve a sua condenação a sete anos de prisão em regime inicialmente fechado. 

Ela foi considerada culpada por abandono de incapaz com resultado morte no caso do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos.

O advogado de acusação, Jailson Rocha, que representa a mãe de Miguel, Mirtes Renata, defendeu o rigor da punição: 

"A correta aplicação da Lei é a resposta mínima que a Justiça pode fazer pela memória de Miguel". 

Por outro lado, a defesa de Sari pedia a redução da pena para seis anos em regime semiaberto. 

Como a ré já possuía o direito de responder ao processo em liberdade, este julgamento não determinou sua prisão imediata, e ela ainda poderá recorrer aos tribunais superiores (STJ e STF).

Relembre a Tragédia nas "Torres Gêmeas"

O caso aconteceu em 2 de junho de 2020, no Recife, e comoveu o país. Mirtes Renata, mãe de Miguel, trabalhava como empregada doméstica na residência de Sari Corte Real (então primeira-dama de Tamandaré) e havia saído para passear com o cachorro dos patrões.

Miguel tentou ir atrás da mãe e, segundo imagens do circuito interno, entrou sozinho no elevador após interagir com Sari. 

A criança subiu até o 9º andar, acessou uma área técnica de ar-condicionado e caiu de uma altura de aproximadamente 35 metros.

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