RECIFE, PE – O clima político esquentou em Pernambuco.
O presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), Álvaro Porto (MDB), subiu à tribuna nesta segunda-feira (18) para acusar formalmente a Secretaria de Defesa Social (SDS) de violar sua intimidade e bisbilhotar sua vida pessoal por meio de um relatório sigiloso.
O documento, elaborado pelo Centro Integrado de Inteligência da SDS, expôs dados pessoais do parlamentar, incluindo processos judiciais, registros policiais e o mapeamento de cinco armas de fogo de sua propriedade.
Gabinete do Ódio e acusações de perseguição
O relatório veio a público após vazamentos que ligam o nome do deputado ao caso do jornalista Manoel Medeiros, ex-assessor da governadora Raquel Lyra (PSDB) e pivô de denúncias sobre um suposto "gabinete do ódio" no palácio do governo.
Em tom duro, Álvaro Porto cobrou explicações diretas da governadora:
"O secretário devia estar combatendo facções criminosas e cuidando da segurança do povo pernambucano, mas está investigando adversários políticos. Governadora, qual foi a ordem que partiu do seu governo?"
O presidente da Alepe afirmou que acionará a Justiça para garantir as prerrogativas do Poder Legislativo contra o que chamou de "devassa".
SDS alega "procedimento padrão"
Em nota oficial, a Secretaria de Defesa Social negou qualquer motivação política ou espionagem.
Segundo a pasta, o levantamento de dados foi um procedimento padrão de análise de risco, solicitado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para avaliar se o ex-assessor Manoel Medeiros precisava de escolta policial.
A SDS informou ainda que, após analisar o relatório técnico, a comissão de segurança concluiu que não havia ameaça concreta e indefiriu o pedido de proteção especial ao jornalista.
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