RECIFE – A partir do dia 8 de junho de 2026, os candidatos que desejam tirar a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro) em Pernambuco terão uma nova etapa obrigatória: a apresentação do exame toxicológico.
A mudança atende a uma determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), baseada na Lei nº 15.153/2025 e na Resolução 1020 do Contran.
O objetivo principal da medida é detectar o uso de substâncias psicoativas e aumentar a segurança nas vias.
Como vai funcionar na prática?
O Detran-PE já está atualizando seus sistemas para aplicar a nova regra. O processo funcionará da seguinte forma:
Pré-requisito: O candidato só poderá agendar o Exame de Aptidão Física e Mental (exame médico) após realizar o exame toxicológico.
Validade: O resultado do teste de larga janela de detecção terá validade de três meses.
Outros serviços: O órgão ainda aguarda uma definição da Senatran para saber se a exigência será estendida para casos de reabilitação de CNH cassada, adição de categoria ou condutores estrangeiros.
Corrida pelas autoescolas gera recorde de pedidos
O anúncio da nova exigência provocou uma verdadeira corrida aos postos do Detran-PE.
Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, foram abertos 79.539 processos de primeira habilitação no estado — um volume impressionante que já encosta no total de todo o ano de 2025 (87.794 processos).
Para dar conta da explosão na demanda, o Detran-PE abriu 4 mil novas vagas mensais para exames teóricos e práticos, além de adotar um regime de plantão aos sábados nas unidades por tempo indeterminado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário