O mês de maio terminou com um saldo alarmante para a juventude da Região Metropolitana do Recife. Segundo dados do Instituto Fogo Cruzado, 11 adolescentes (de 12 a 17 anos) foram baleados no período — deixando 5 mortos e 6 feridos.
O índice repete o acumulado de maio de 2025 e acende um alerta sobre a vulnerabilidade dos jovens na região.
Um dos crimes que chocou a população foi o de Jamilly Vitória, de 17 anos, assassinada a tiros no bairro de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, após receber uma ligação telefônica que a atraiu para o local.
Menos tiroteios, mesma letalidade
Embora o número total de tiroteios tenha caído 19% em comparação ao ano passado (passando de 124 para 100), a violência continuou altamente letal: em 94% das ocorrências houve feridos ou mortos.
No total de todas as faixas etárias, maio registrou 112 pessoas baleadas (80 mortes e 32 feridos).
O relatório também destacou novos dados preocupantes:
Balas perdidas e assaltos: Foram 5 vítimas de balas perdidas e outras 5 baleadas em roubos.
Insegurança em casa: 15 pessoas foram baleadas dentro das próprias residências (14 morreram).
Cidades mais afetadas
O Recife liderou o ranking de violência, seguido de perto por municípios vizinhos:
Recife: 38 tiroteios (28 mortos e 12 feridos)
Jaboatão dos Guararapes: 20 tiroteios (18 mortos e 7 feridos)
Cabo de Santo Agostinho: 9 tiroteios (7 mortos e 4 feridos)
Goiana: 6 tiroteios (5 mortos e 1 ferido)
Paulista: 5 tiroteios (4 mortos e 1 ferido)
Para Ana Maria Franca, coordenadora do Fogo Cruzado em Pernambuco, a persistência desses números escancara a urgência de ações governamentais focadas na proteção de crianças e adolescentes contra os crimes letais.
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