A Polícia Federal (PF) recusou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A decisão já foi comunicada ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e aos advogados do empresário.
Embora a PF tenha fechado as portas para o acordo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisa o material e não se pronunciou formalmente.
Os investigadores avaliaram que os novos anexos trazidos pelo banqueiro não acrescentaram novidades ao caso, uma vez que as provas já haviam sido colhidas na investigação — inclusive por meio do próprio celular de Vorcaro.
Em sua primeira tentativa, rejeitada em 20 de maio, a PGR havia se mostrado disposta a continuar as conversas.
Para tentar destravar o acordo, Vorcaro trocou de defesa e mudou sua versão sobre repasses feitos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), passando a admitir os pagamentos como propina, e não mais como "relação de amizade".
No entanto, a PF considerou que as mudanças foram insuficientes e que o banqueiro continuava agindo de forma seletiva para proteger aliados.
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