A morte do cabo da Polícia Militar José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 44 anos, ganhou uma reviravolta cinematográfica.
O PM faleceu na última quinta-feira (11) após passar mal no apartamento da ex-companheira, uma corretora de imóveis de 48 anos, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.
O caso, registrado como “morte a esclarecer”, tem a suspeita de envenenamento como principal linha de apuração.
Nesta terça-feira (17), os advogados da corretora revelaram que ela possuía uma medida protetiva contra o PM por violência doméstica, mas permitiu sua entrada naquela madrugada.
Segundo a defesa, enquanto bebiam energético, o policial tentou envenená-la trocando as taças de lugar enquanto ela pegava gelo.
A mulher percebeu a manobra devido a marcações nos utensílios e, fingindo naturalidade, mandou o PM levar as botas para a varanda e destrocou as taças sem que ele percebesse.
Crise de Ciúmes e Socorro Tardio
A Noite do Crime: Após a suposta troca, o PM teve uma crise de ciúmes e arremessou os celulares de ambos pela janela. O ex-casal foi dormir em seguida.
O Desfecho: Por volta do meio-dia, o policial começou a espumar pela boca e ficou roxo. O SAMU foi acionado, mas constatou o óbito no local.
Apreensões: Na mochila do cabo da PM, foram encontrados medicamentos, maconha e uma faca peixeira.
A corretora prestou depoimento e foi liberada. A 3ª Delegacia de Homicídios (DHPP) aguarda os laudos periciais do IML para confirmar se o PM morreu ao consumir a substância que teria preparado para a ex-namorada.
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