O Banco Central (BC) retirou o limite diário de R$ 500 para transações feitas via Pix por aproximação.
Com a nova Instrução Normativa 746, os próprios usuários passam a ter a liberdade de definir os valores máximos para os seus pagamentos, trazendo mais flexibilidade para a modalidade que funciona de forma semelhante aos cartões de crédito e débito (NFC).
O recurso permite pagar compras apenas aproximando o celular ou relógio digital da maquininha, sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco, ler QR Codes ou digitar chaves Pix.
A regra vale tanto para transações iniciadas dentro dos apps bancários quanto por carteiras digitais (como Google Pay e Samsung Wallet) integradas ao sistema de Open Finance.
Exclusividade no Android e Guerra com a Apple
Apesar da novidade, o Pix por aproximação continua sendo uma exclusividade de usuários de aparelhos Android. Entenda o motivo do impasse com os donos de iPhone:
Taxas da Apple: Nos dispositivos iOS, o uso da tecnologia NFC é restrito ao sistema Apple Pay. Como a empresa da maçã cobra taxas por transação e o Pix é uma ferramenta obrigatoriamente gratuita, os bancos não liberaram o recurso para o ecossistema da Apple.
Investigação do Cade: O monopólio da antena NFC do iPhone acendeu o alerta das autoridades brasileiras.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação contra a Apple por suposto abuso de posição dominante no mercado.
Livre Acesso no Google: Em contrapartida, o Google informou ao órgão fiscalizador que o acesso à antena NFC nos aparelhos Android é totalmente livre e sem cobrança de taxas para os bancos e carteiras digitais.
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