RECIFE – Uma artesã de 43 anos vive um drama que já dura mais de um ano após descobrir que estava sendo envenenada com mercúrio.
A principal suspeita é uma de suas alunas em um projeto social voluntário no Hospital Oswaldo Cruz.
A vítima, que hoje depende de muletas e sofre com sequelas neurológicas e dermatológicas, desconfiou do agravamento de seus sintomas de saúde e decidiu filmar a sala de aula escondida.
As imagens flagraram a aluna colocando substâncias em sua garrafa de água.
Perícia e Luta por Justiça
Exames do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmaram a gravidade do caso: o laudo toxicológico apontou níveis de mercúrio no sangue e na urina muito acima dos limites de referência, comprovando a intoxicação crônica.
"Todo o processo se arrasta há mais de um ano. É muito desgastante", lamentou a artesã, que agora acionou a Justiça em caráter de urgência para conseguir consultas com especialistas e anexar os laudos definitivos ao inquérito policial.
A defesa da vítima cobra agilidade das autoridades de Pernambuco para a conclusão do caso, que envolve acusações de lesão corporal grave e tentativa de homicídio. A suspeita nega o crime.
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