A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu nesta terça-feira (14) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reverta a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
A restrição de 90 dias foi imposta após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
A punição, se mantida, se estenderá até 11 de outubro, ultrapassando o primeiro turno das eleições de 2026 (marcado para 4 de outubro), o que prejudica a articulação política da pré-candidatura do senador.
O argumento das prerrogativas
A OAB baseia sua solicitação no fato de que Flávio Bolsonaro também atua formalmente como advogado de defesa do pai.
Garantia de defesa: A entidade pede que seja assegurada a comunicação pessoal e reservada para fins estritamente profissionais.
Sem juízo de valor: A Ordem destaca que a medida busca proteger o livre exercício da advocacia, independentemente dos envolvidos.
Visão da defesa: Advogados de Flávio alegam que a suspensão foi genérica e promove um isolamento incompatível com o Estado Democrático de Direito.
Reações de aliados e adversários
Enquanto a oposição acusa o STF de promover "interferência no jogo político" e tentar deixar o ex-presidente incomunicável, adversários políticos e até membros do Centrão avaliam que o senador provocou a punição de forma proposital para adotar uma estratégia de vitimização na campanha.
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